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Ex-secretários de saúde de Campinas condenam reabertura do comércio e igrejas na segunda

Shoppings comércio de rua e igrejas voltam a funcionar com horário e capacidade reduzidos

Rose Guglielminetti, Blog da Rose

15h29 - 05/06/2020

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Ex-secretários de Saúde de Campinas condenaram nesta sexta-feira (05/06) a reabertura do comércio e de igrejas a partir da próxima segunda-feira (08/06). Segundo eles, a cidade tem tido um aumento de mortes e casos confirmados de covid-19, o que evidencia que a flexibilização poderá impactar de forma negativa ainda mais estes índices. A cidade confirmou hoje 97 mortes e 2.465 casos da doença.

Antes de reabrir o comércio, eles propuseram, durante a reunião da Comissão de Anti-Coronavírus da Câmara de Vereadores, que a prefeitura adotasse planos como ampliação dos testes na população, por exemplo.

A ex-secretária Maria do Caro Carpintéro disse que este não é o momento da reabertura. “Não existe flexibilização com segurança hoje com o crescimento de casos e de mortes”, disse ela.

Adilson Rocha também foi na mesma linha. Ele diz que o momento de fazer a flexibilização é quando os casos estiverem caindo. “Há mais chances de espalhamento da doença e aumento de mortes”, disse ele, ressaltando que o governo municipal deve socorrer a população por meio de bolsas, cestas, entre outros benefícios que possam aliviar a sobrecarga devido ao desemprego e redução de salário.

Já o vereador Pedro Tourinho (PT), que é médico sanitarista, defendeu a adoção de um lockdown durante duas semanas. “Essa flexibilização vai tornar a nossa cidade em campo de experimento, porque em nenhum lugar do mundo eu vi o fim da quarentena em um momento em que os casos estão só aumentando. O município de Campinas se encontra em zona vermelha, com maioria dos leitos ocupados”, disse o petista.

Carmem Lavras, por sua vez, disse que o governante tem de tomar a decisão em defesa da preservação de vidas. “Essa mesma população que pede a reabertura, vai ser a mesma que vai criticar quando tiver um parente morto pela doença”, disse ela.

Gastão Wagner fez uma previsão pessimista da reabertura. “Vai aumentar o número de casos e de mortes. Condenamos essa flexibilização porque temos uma tragédia anunciada. Estamos matando gente que não precisa morrer por interesses políticos, econômicos e corporativos. É uma irresponsabilidade abrir shoppings e liberar cultos. Sinto vergonha do Brasil”, disse ele.

Seu colega, Odair Albano, alertou sobre a subnotificação e o desconhecimento sobre a doença. “Há uma subnotificação e nem testagem que atinja um grande número de pessoas. Além disso, temos que lidar com as fakes news que trazem prejuízos no combate a esse vírus que até a classe médica tem dúvidas de como combatê-lo”, disse ele, que defendeu uma frente ampla da sociedade para o enfrentamento da pandemia.

Jorge da Farmácia foi o único que defendeu a volta parcial das atividades econômicas e religiosas. “Há uma seriedade muito grande por parte do secretário de Saúde (Carmino de Souza). Além isso, a população não está respeitando o isolamento social e é preciso retomar, com prudência, essas atividades”, disse ele.

Participaram do encontro os vereadores Pedro Tourinho (PT), médico sanitarista e presidente da Comissão Permanente de Política Social e Saúde da Câmara de Campinas, o vereador Jorge da Farmácia (PSDB), integrante da Comissão Anti-Coronavírus, além dos ex-secretários Odair Albano, Gastão Wagner e Adilson Rocha, e das ex-secretárias Carmem Lavras e Maria do Carmo Cabral Carpintéro. Guztavo Zuccato, subsecretário de Relações Institucionais da Câmara Municipal, comandou a mesa dos trabalhos do plenário do Legislativo. Os demais participaram de forma remota.

Gestão

Gastão Wagner: secretário de 1989 a 1990; 2001 a 2002

Maria do Carmo Cabral Carpintéro: 2002-2004

Carmem Lavras, Odair Albano e Adilson Rocha: 2011 a 2012)

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