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Feiras itinerantes e mercado informal tiram R$ 1,6 bi do comércio de Campinas, diz Acic

Entidades se unem para impedir a venda de produtos em espaços informais

Band Mais

17h41 - 02/12/2019

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As feiras itinerantes e o mercado informal são responsáveis por tirar R$ 1,6 bilhão/ano de faturamento do comércio formal de Campinas, segundo Laerte Martins, economista da ACIC (Associação Comercial e Industrial de Campinas.

De acordo com os dados da entidade, a modalidade informal, de forma geral,  impacta atualmente em cerca de 8% o volume diário de vendas formais em Campinas (que representa uma movimentação de R$ 45 milhões/dia). O que afeta em cerca de R$ 3,6 milhões/dia as vendas do comércio formal. “Especialmente o impacto das feiras itinerantes sobre o comércio formal de Campinas, chega a cerca de 2% sobre os R$ 45 milhões /dia das vendas, o que representa cerca de  R$ 900,0 mil/dia”, explica Laerte.

Diante deste diagnóstico, a Acic, juntamente com outras 420 associações comerciais do Estado de São Paulo, vai participar de uma ofensiva contra as feiras itinerantes, que vêm crescendo em vários municípios. A convocação é da Facesp (Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo.

As entidades sustentam que as feiras itinerantes impactam na redução das vendas dos lojistas e oferecem riscos em relação à segurança do público – já que muitos espaços são ocupados sem cumprir a legislação.

De acordo com a Acic, a “invasão” das feiras itinerantes ocorre em datas festivas, como, por exemplo, o Natal. “Significando ganhos menores para o comércio local e perda de arrecadação tributária para o município”, diz a nota da Acic. Dos setores, os de artigos de artigos de vestuário, calçados, acessórios e eletrônicos são os que apresentaram mais perda de arrecadação de tributos decorrente desta modalidade de feira.

Campinas

Segundo Martins, no final do ano, o comércio formal de Campinas deixa de vender cerca de R$ 324 milhões/ano, que são movimentados nas feiras Itinerantes. O mercado informal é responsável por movimentar R$ 1,3 bi. Somados, o impacto é de R$ 1,6 milhão sobre o comércio formal da cidade.

A presidente da ACIC, e vice-presidente da Facesp, Adriana Flosi, aponta ainda a questão da segurança nas feiras itinerantes. “A questão da segurança também é um ponto a ser ressaltado, ao reunir um grande número de pessoas em locais provisórios e precários como galpões, terrenos vazios e praças, sem o cumprimento de regras do Corpo de Bombeiros relativas às instalações elétricas e proteção contra incêndio, colocando os frequentadores em risco iminente.” 

Mobilização

As entidades irão se mobilizar para impedir a realização destas feiras. Vão criar um comitê que estude os exemplos e as alternativas aplicáveis à realidade de cada cidade, de forma a garantir a ordem, a segurança e a equidade entre os comerciantes. “Vamos nos organizar e ‘comprar essa briga’ pelos comerciantes e pela população de Campinas e região. Apoiar a realização de tais feiras no interior é ir contra o próprio lugar que se vive, já que a maior parte do dinheiro proveniente dessas vendas não permanece no município, o que contribui até mesmo para o fechamento de alguns comércios, culminando em aumento do desemprego em nossa cidade”, diz ela.

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