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Blog da Rose

Gaeco oferece nova denúncia contra três pessoas no caso Ouro Verde

Grupo teria desviado R$ 24 milhões dos cofres públicos

Rose Guglielminetti, Blog da Rose

19h32 - 16/12/2020

Atualizado há 1 mês

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O Gaeco, braço do Ministério Público que investiga o crime organizado, ofereceu nesta quarta-feira (16/12), nova denúncia conrta três gestores da Organização Social Vitale, que era responsável pela administração do Hospital Ouro Verde – alvo de uma quadrilha que desviou dinheiro público, causando um prejuízo de R$ 24 milhões aos cofres públicos.

De acordo com o MP, foram denunciados o diretor geral da Organização Social Insaúde, Walter Souza Pinto, Carlos José Massarenti e Waldomiro Monforte, médico e hoje procurador da Organização Social João Marchesi, pelos crimes de organização criminosa, fraude à licitação e peculato. Eles são acusados de, junto com outros réus já denunciados no esquema, de fraude ao chamamento público de 2015 e desvio do dinheiro do Ouro Verde.

“Os denunciados, juntamente com os colaboradores Daniel Augusto Gonsales Camara, Paulo Roberto Segatelli Camara e Ronaldo Pasquarelli atuavam comandando e gerindo três organizações sociais: Vitale, Insaúde e João Marchesi, sendo que os lucros indevidos eram igualmente repartidos entre os 06 integrantes do núcleo, denominado por eles próprios “G6””, diz a denúncia.

Caso

A operação Ouro Verde foi deflagrada em 2017, tendo quatro fases. A primeira teve como denunciados Aparecida de Fátima Bertoncello, conhecida como “Tata”, Daniel Augusto Gonsales Câmara, Fernando Vítor Torres Nogueira Franco, conhecido como “VITÃO”, Paulo Roberto Segatelli Câmara, conhecido como “PC”, Ronaldo Foloni e Ronaldo Pasquarelli, como os responsáveis formais e de fato pela Vitale. O grupo, diz o MP, agia visando lucro e com o objetivo de distribuir, entre si, o patrimônio recebido mediante o repasse de recursos públicos.

Em março de 2018, ocorreu a segunda fase da operação quando agentes públicos foram presos. Eles atuavam no Departamento de Prestação de Contas da Secretaria Municipal de Saúde  de Campinas e recebiam propina para garantir, de forma indevida, a aprovação das contas da entidade, permitindo os desvios de recursos públicos.

A terceira fase da operação ocorreu em novembro de 2018, quando foram presos o ex-secretário de Assutnos Jurídicos, Silvio Bernardin, ex-diretores da Vitale, fornecedores e empresários.

Já a quarta fase teve como alvos a Prefeitura de Várzea Paulista.

Outro lado

O blog não conseguiu localizar nenhum dos três denunciados.

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