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Blog da Rose

Governo atrasa bolsa de 300 residentes da Saúde que atuam no SUS de Campinas

O governo federal é o responsável pelo pagamento de R$ 3,5 mil

Rose Guglielminetti, Blog da Rose

11h34 - 08/05/2020

Atualizado há 19 dias

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Cerca de 300 profissionais residentes da área de Saúde que trabalham no SUS de Campinas estão sem receber a bolsa de cerca de R$ 3,5 mil por mês que recebem do governo federal. O atraso no salário ocorre há 60 dias e os bolsistas têm enfrentado dificuldade para pagar despesas com moradia e alimentação. Eles atuam, por exemplo, no Hospital Mário Gatti. O valor da bolsa foi informado pelo secretário de Saúde, Carmino de Souza.

A situação é considerada grave porque esses profissionais como médicos, fisioterapeutas, nutricionistas, enfermeiros entre outros, atuam na linha de frente do combate ao covid-19.

“Não podemos ficar sem esses profissionais num momento como este que estamos passando “, disse o secretário de Saúde de Campinas, Carmino de Souza.

Como a situação se repete em todo o país, o prefeito de Campinas, Jonas Donizette (PSB), disse ontem que vai enviar um ofício ao MEC como presidente da FNP (Frente Nacional de Prefeitos) fazendo um apelo para que o MEC pague os salários dos residentes.

O prefeito, porém, alertou que não tem como assumir essa despesa. “Eu não tenho como pagar . Como é um problema grave que atinge várias cidades brasileiras, vou encaminhar um pedido ao MEC para pedir uma solução rápida para a situção”. disse ele.

Outro lado

Em nota, o Ministério da Saúde informou que o atraso se dá devido à inconsistência de de informações nos cadastros realizados pelos próprios residentes e ou instituições de ensino. O prazo para regularizar o pagamento será até o dia 15 de maio.

Atualmente o Ministério da Saúde financia o total de 22.302 bolsas, sendo 13.496 de residência médica e 8.806 de residência em área profissional da Saúde. Deste total, 10.520 são de residência em primeiro ano, cujos 4.199 cadastros iniciais apresentam inconsistência nas informações transmitidas, representando o quantitativo das bolsas em atraso. A maior parte, em decorrência de erro no dígito verificador da conta bancária ou CPF inválido do residente.

Já a assessoria do MEC informou que fez todas as transferências para o pagamento das bolsas.

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