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Assessoria de imprensa Grupo São João

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Grupo São João opera com algumas linhas de ônibus nesta segunda-feira

Empresa aponta queda da receita para paralisação de transporte público em Votorantim

Band Mais

06h26 - 20/04/2020

Atualizado há 1 mês

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Após a paralisação do transporte público no final de semana em Votorantim, algumas linhas do Grupo São João operam nesta segunda-feira (20/04). São elas: Serrano via Vossoroca (3104), Vila Nova via Vila Irineu (3111), Itapeva via Jataí (3116), Sorocaba via Lageado (6305), Salto de Pirapora/Sorocaba (6315) e Piedade Sorocaba (6338).    
Segundo nota da assessoria de imprensa do Grupo São João, “em respeito aos trabalhadores que necessitam do transporte público para ir ao trabalho, sobretudo aqueles que atuam na área de saúde e estão empenhados no combate ao coronavírus (Covid-19), e atendendo aos pedidos da Prefeitura de Votorantim e da EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos), que gerencia o transporte intermunicipal por ônibus em diversas cidades, o Grupo São João vai operar, nesta segunda-feira (20/04), em caráter excepcional, com as seguintes linhas”.

Paralisação no final de semana

No sábado (18/04), os moradores de Votorantim ficaram sem transporte público. O Grupo São João, em nota, afirma que não tem mais como manter o transporte público urbano em Votorantim, São Miguel Arcanjo e Salto de Pirapora, bem como as linhas metropolitanas que ligam Votorantim/Sorocaba, Porto Feliz/Sorocaba, Boituva/Sorocaba, Piedade/Sorocaba, São Miguel Arcanjo/Sorocaba, Araçoiaba da Serra/Sorocaba, Salto de Pirapora/Sorocaba, Piedade/Tapiraí e Pilar do Sul/Piedade.

Segundo nota enviada à imprensa pelo Grupo São João, devido à intransigência do Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba e Região em não aceitar o acordo proposto por meio da Medida Provisória 936/20, de autoria do Governo Federal – alegam perda aos trabalhadores, se é que pode ser considerada uma perda, já que o salário por hora trabalhada será superior ao que ganham atualmente –, o Grupo São João não tem mais como manter o transporte público urbano.

“Classificamos como absurdo este posicionamento radical do sindicato em um momento em que a economia mundial enfrenta uma grave crise causada pela pandemia de coronavírus (Covid-19). Como os nossos colaboradores não podem ser incluídos na MP 936/20, já que o sindicato da categoria recusa, não temos condições de arcar com toda a mão de obra parada, tendo em vista que não há receita para isso”, de acordo com a nota.

Ainda na nota, representantes da empresa citam despesas. “Nossa receita nos transportes regulares – linhas urbanas e metropolitanas – está em torno de 10% (dez por cento) da receita normal. Hoje não dá para pagar nem o diesel que utilizamos nos veículos e muito menos as demais despesas, especialmente a mão de obra – motoristas, cobradores, agentes de bordo, equipe de manutenção, limpeza e administrativo pessoal – que representa o maior custo disparado do sistema de transporte. Além disso, há as despesas com fornecedores em geral, bancos, prestadores de serviços, entre outros”.

“Infelizmente a administração pública estadual e municipal, apesar de estarem cientes das nossas dificuldades e acompanharem todo este processo, até o momento não se manifestaram no sentido de colaborar ou ao menos tentar amenizar a situação. A empresa chegou ou já passou dos limites das suas condições para se manter ativa. Ou seja, não bastassem os vários desafios que já tínhamos, agora enfrentamos a pandemia de coronavírus”, segundo informações da nota.

“Para finalizar, o sindicato que representa a categoria, ao invés de dar as mãos para nos ajudar a superar este momento crítico e a manter os empregos, parece querer acabar de vez com a empresa ao adotar uma postura totalmente insensível e intransigente. Lamentamos por tudo e por todos. Estamos à beira de um colapso. Temos vivido um pesadelo esses dias. No caso do Grupo São João, são 56 anos que estão indo para o túmulo junto com mais de 970 famílias – empregados diretos – que vivem e fazem a nossa empresa ser o que é”, concluem representantes da empresa na nota.

Prefeitura de Votorantim

Em nota, a Prefeitura de Votorantim informa que foi pega de surpresa com a paralisação total no transporte coletivo urbano no sábado (18/04) e que já estuda, de acordo com o que prevê o contrato de concessão dos serviços, tomar as devidas atitudes, dentro da legalidade. Ressalta, ainda, que já há alguns dias a empresa vinha informando à administração municipal sobre a queda no índice de ocupação, com uma arrecadação abaixo de cobrir os seus custos operacionais, situação que se agravou com a tentativa frustrada de negociação com o sindicato da categoria para o acordo trabalhista durante a pandemia, previsto pelo governo federal para garantir a manutenção dos empregos. A Prefeitura reforça que é importante lembrar que muito desse contratempo se deve à obrigatoriedade do decreto do governo do Estado de manter os serviços essenciais na cidade e os demais fechados durante a quarentena, e no estado de calamidade pública, no enfrentamento da Covid-19.

Cida Haddad/ Eko Digital


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