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Inadimplência no comércio tem alta durante a pandemia

Valor da dívida a receber é de R$ 117,6 milhões

Band Mais

11h01 - 22/09/2020

Atualizado há 5 meses

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A inadimplência no comércio teve um aumento de de 6,71% entre os meses de março a agosto deste ano comparados ao mesmo período do ano anterior. De acordo com a ACIC (Associação Comercial e Industrial de Campinas), período medido é o que equivale à pandemia do coronavírus.

No ano passado, de março a agosto, deixaram de ser pagos pelos clientes 153.054 carnês, boletos e cartões. Em 2020, no mesmo período, esse número passou para 163.330. O montante da inadimplência em 2020 chega a R$ 117,6 milhões, contra R$ 110,2 milhões de 2019. As formas de pagamentos mais utilizadas foram os cartões de crédito (45%), os boletos bancários (35%) e os carnês (20%).

Segundo o economista Laerte Martins, diretor da ACIC, a inadimplência começou alta em março, com 32.560 carnês, boletos e cartões não pagos. No entanto, com a ampliação do prazo, de 10 para 45 dias, para inscrição de devedores nos serviços de proteção ao crédito, foi sentida uma significativa redução nos três meses seguintes. A medida seria válida pelo período de 90 dias.

Outras medidas, segundo o economista, que contribuíram para a redução da inadimplência em abril, maio e junho foram a liberação dos abonos emergenciais para a população de baixa renda, pelo governo federal, e a liberação de empréstimos e financiamento, pelas instituições financeiras, em auxílios às micro e pequenas empresas.

Passados os 90 dias do adiamento das inscrições, o montante de carnês, boletos e cartões saltou para 46.195 em julho, elevando consideravelmente a quantidade de títulos vencidos e não pagos. No entanto, os números de julho de 2020 foram 16,69% menores do que os registrados no mesmo mês de 2019, que somaram 55.447 títulos inadimplentes.

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