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Jornalista de Hortolândia se torna voluntário em hospital da Irlanda

Waldir Júnior chegou a produzir testes para o coronavírus, e agora atua na linha de frente no combate à doença

Felipe Pereira, Band Mais

08h00 - 08/05/2020

Atualizado há 28 dias

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Há dois meses, a vida do jornalista Waldir Junior tomou uma proporção que ninguém imaginava. Morador de Hortolândia, decidiu fazer intercâmbio na Europa. Quando chegou a Dublin, capital da Irlanda, no começo do ano, os estudos seguiam normalmente. Até que a pandemia do coronavírus chegou ao país europeu.

Waldir tinha se cadastrado junto ao governo local para ser voluntário na festa de St. Patrick’s Day (Dia de São Patrício), santo padroeiro da Irlanda. Mas, desde o dia 29 de fevereiro, quando o primeiro caso foi diagnosticado, as coisas começaram a mudar. A escola suspendeu as aulas. No dia 9 de março, a festa foi cancelada. E os voluntários que se cadastraram para a festa começaram a ser deslocados.

“Fui para um centro para ajudar a produzir os testes para detecção da covid-19. Fizemos 40 mil deles, que foram distribuídos para todo o país”, afirma. Há um mês, foi transferido para o Cavan General Hospital, na cidade de Cavan (a 115km de Dublin), próximo à fronteira com a Irlanda do Norte.

Atua como “cleaner”, o equivalente à equipe da limpeza em hospitais do Brasil. Ele ajuda na desinfecção de todas as alas da unidade de saúde, utilizando produtos químicos próprios para isso. O jornalista passou por um treinamento, e os cuidados são ainda maiores.

“Somos obrigados a trocar nossos equipamentos de proteção a cada duas horas. Às vezes, isso acontece até antes do prazo, se vamos começar a desinfectar algum espaço grande. Ao finalizarmos uma área, trocamos toda a roupa especial”, detalha.

Mesmo com todos os cuidados, Junior conta que alguns amigos foram contaminados com a covid-19.

“Claro que dá aquele medo na barriga, pois estou bem próximo ao coronavírus. Foi assustador. Mas, graças a Deus, todos conseguiram se recuperar. É uma doença muito grave, muito perigosa”, explica.

O jornalista relata que a falta de testes para toda a população também preocupa as autoridades locais. “

Irlanda está em lockdown
Em 28 de março, o governo irlandês decretou o lockdown. As pessoas só podem sair de casa para ir ao mercado, farmácias e buscar atendimento médico. 

Os ônibus do transporte coletivo só levam trabalhadores de serviços essenciais, e ninguém pode andar mais longe que 2km de casa, exceto com uma carta de permissão dada pela autoridade local ou do trabalho.

No caso de Waldir, a carta foi escrita pelo hospital de Cavan. “Toda hora temos que apresentar esse documento. E a polícia aqui faz blitze em praticamente todas as esquinas, a todo momento. Perguntam onde estamos indo, pedem a carta, e aí liberam o ônibus a seguir viagem”, afirma.

Quem não tem como explicar o motivo da viagem é orientado a voltar para casa. “Não há nenhum tipo de ação truculenta da polícia, apenas orientação. Mas todos obedecem. Não há confusão”, completa.

O primeiro-ministro irlandês Leo Varadkar anunciou que pretende expandir a “área de restrição” para até cinco quilômetros, após ouvir apelos da população sobre a limitação de espaço para exercícios físicos. Também estuda permitir que idosos acima de 70 anos, obrigados a ficar em casa até agora, possam sair para fazer compras, mas evitando ao máximo contato com outras pessoas.

“É um plano de cinco etapas que pretendemos começar no dia 18 de maio”, afirmou o chefe de Estado em uma publicação nas redes sociais.

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