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Blog da Rose

Justiça eleitoral manda apreender material de campanha de Rafa Zimbaldi contra Dário Saadi

Verificação será feita no escritório político e comitê central do candidato

Rose Guglielminetti, Blog da Rose

18h19 - 27/11/2020

Atualizado há 1 mês

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A juíza da 379ª Zona Eleitoral Renata Manzini determinou na tarde desta sexta-feira (27/11) a busca e apreensão do material político feito pela campanha do candidato a prefeito Rafa Zimbaldi (PL) contra Dário Saadi (Republicanos) em relação ao caso envolvendo a venda de testes de covid-19 que seriam de uma carga roubada. O alvo serão o escritório político e comitê central de Rafa. A ordem se dá devido ao descumprimento de decisão judicial que proibiu a campanha de Rafa de dizer que está comprovada a participação de Dário em negociações dos exames.

” (…) a propaganda escrita veiculada descumpre a liminar. Não é apenas isso: há má-fé da campanha do representado Zimbaldi ao tentar distorcer as decisões proferidas e criar a ilusão de que não haja outra proibição além daquela do processo em que judica o respeitado colega Dr. Marrey”, escreveu a magistrada.

Para demonstrar a sua tese a magistrada utilizou um exemplo de orientação para uma criança que entende a explicação. Segundo ela, quando se fala para uma criança não chamar um colega de gordo ela entende que não poderá usar sinônimos como balofo, baleia, obeso, saco de areia, etc. Ela diz que se uma criança entende, os integrantes da campanha de Rafa também o teor da decisão.

“Tendo a Justiça decidido que é falso dizer que há prova de que Dário esteja envolvido em ilícito de negociação de testes de covid, não se pode dizer que está demonstrado, que se possa inferir, deduzir, demonstrar, corroborar, atestar, confirmar, corroborar e tantas outras palavras e expressões que levem à mesma ideia de conteúdo. (…) Demonstrar não é uma palavra chula: não foi pela palavra que se impôs a proibição, mas pela falsidade da ideia de que se tenha qualquer tipo de materialidade do envolvimento do candidato adversário ao ilícito que o representado pretende lhe atribuir: neste momento, não se sustenta a afirmação. E como o teor da decisão é absolutamente claro neste sentido, tentar distorcer a decisão é flertar com a má-fé e aviltar a Justiça Eleitoral”, escreveu Renata Manzini.

Ontem, duas pessoas foram detidas no Centro de Campinas por distribuir um folheto com a mensagem de que Dário está envolvido. Ele não é investigado.

A juíza disse que a informação de que o MP (MInistério Público) pediu a apreensão do celular de Dário pode ser mantida porque o fato ocorreu. O juiz, porém, negou o pedido do MP. Também disse que a informação sobre a mensagem de uma reunião entre o ex-assessor da Secretaria de Esportes, conhecido como Fernandinho, e Dário, pode ser mantida porque também existiu a informação de que uma reunião seria marcada na Secretaria de Saúde.

Outro lado

Em nota, a campanha de Rafa Zimbaldi informou que “seguiu decisão da justiça que reconhece como legítimo o uso da palavra “demonstrar” na propaganda eleitoral que se refere ao envolvimento de Dário Saadi em Inquérito Policial. A campanha de Rafa Zimbaldi, portanto, não agiu de má-fé, apenas seguiu o entendimento da própria Justiça Eleitoral.”

Resaltou ainda que “a decisão judicial que determinou a busca e apreensão também reconhece que não estavam proibidas as afirmações de que Dário Saadi conversou com Fernando Mariano sobre ofertas de testes de Covid e que o Ministério Público solicitou busca e apreensão do aparelho celular de Dário Saadi. Por fim registramos que a busca e apreensão não foi efetivada, uma vez que a própria campanha do Rafa entregou o material à Justiça Eleitoral para por fim à discussão.”



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