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Blog da Rose

Justiça manda Rafa corrigir informação em que denuncia Dário em programa eleitoral

Denúncia envolve negociação de testes de covid-19

Rose Guglielminetti, Blog da Rose

11h23 - 23/11/2020

Atualizado há 1 mês

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O juiz eleitoral José Guilherme Di Rienzo Marrey determinou neste domingo (22/11) que a campanha de Rafa Zimbaldi faça uma retificação em relação a uma frase utilizada na propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão em Rafa diz que Dário Saadi (Republicanos) está envolvido com crime de comercialização de testes de covid-19.

Na propaganda, há uma frase, segundo a campanha de Dário que diz, que “Autoridade policial comprovou que Dário participou de compra dos testes de covid”. E é essa palavra “comprovação” que o juiz manda corrigir.

“(…) Conclui-se, em sede cognição sumária, que a propaganda questionada na inicial informa fatos que são, em sua maioria, no contexto dos elementos investigados até o momento constantes do inquérito, verdadeiros. Lembre-se ainda que vige no período de propaganda o princípio da intervenção mínima da Justiça Eleitoral, somente sendo possível a exclusão das informações que sejam comprovadamente falsas. Deve-se reconhecer, por outro lado, que o termo “comprovação” utilizado na propaganda eleitoral admite mais de uma interpretação e que pode causar dúvida ao eleitor, já que ora pode ser entendido como simplesmente demonstrado, ora como indubitável o que, no âmbito do sistema jurídico, como se sabe, somente ocorre com o trânsito em julgado. Assim sendo, defiro parcialmente a liminar para determinar a retificação”, escreveu o magistrado.

Segundo Marcelo Pelegrini, advogado de defesa do candidato, essa afirmação é falsa. “Dário não é investigado”, ressaltou ele.

O caso

Em abril, um assessor da Secretaria de Esportes foi detido no estacionamento de uma padaria em Campinas sob a suspeita de que estaria negociando testes de covid-19. Na época, os testes para a doença ainda eram escassos. Além disso, a suspeita é que esses exames poderiam fazer parte de uma carga que havia sido roubada. Luiz Fernando, o assessor, disse à polícia que imaginou que acreditava que o negócio era lícito. O caso ainda está em investigação.


Relações

Luiz Fernando foi candidato a vereador pelo PSB, partido do vice-prefeito de Dário, Wanderlei de Almeida, nas eleições do dia 15. Porém, no último sábado (21/11), Luiz Fernando gravou um vídeo em que diz que fez campanha para Rafa Zimbaldi para deputado estadual e que foi ele quem o indicou para trabalhar na Secretaria de Esportes.

Outro lado

Em nota, a campanha de Rafa Zimbaldi informou que a decisão proferida pelo Juiz José Guilherme Marrey expressamente reconhece que Dário Saadi, nos dias 30 de março e 1º de abril de 2020, manteve contato com Fernando Mariano e que foi pedida, pelo candidato Dário Saadi, uma reunião com a Secretaria de Saúde para tratar dos testes de Covid. É que na decisão proferida afirmou o juiz eleitoral que:
“Por sua vez, a perícia feita no celular de Luiz Fernando indica que, de fato, foram mantidos contatos com o Representante, nos dias 30 de Março (quando foi enviada foto do teste ofertado) e 1 de Abril de 2020, ocasião em que mensagem de texto informa que foi pedida “a reunião na Saúde” (fls. 39/40 do inquérito juntado em cópia), sem que se conheça a finalidade dessa.

De acordo com a defesa, ” a mudança de uma única palavra, não mudou o contexto das informações que, segundo o próprio juiz eleitoral, são essencialmente verdadeiras, ao afirma que a “propaganda questionada na inicial informa fatos que são, em sua maioria, no contexto dos elementos investigados até o momento constantes do inquérito, verdadeiros”. Com a decisão, toda e qualquer dúvida que pudesse existir sobre esse episódio caiu por terra, pois é a Justiça Eleitoral que, agora, reconhece, explicitamente, o envolvimento do candidato Dário Saadi com o episódio da oferta de testes de Covid-19 para a Secretaria de Saúde de Campinas. Extrai-se, ainda, da decisão proferida, que até agora Dário Saadi não explicou para que fim era essa reunião, o que merece melhores esclarecimentos, principalmente quando a própria origem do material, se roubada ou não, está sendo investigada.”



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