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Blog da Rose

Justiça nega bloqueio de bens de Jonas no caso de caixa 2 na campanha de 2012

Executivo do Grupo CCR diz que pagou R$ 100 mil a campanha de 2012 por meio de caixa 2

Rose Guglielminetti, Blog da Rose

11h14 - 08/12/2020

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A juíza da 15ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, Gilsa Elena Rios, negou a indisponibilidade de bens do prefeito de Campinas, Jonas Donizette (PSB), no valor de R$ 100 mil no caso da construtora CCR, que administra rodovias na região de Campinas. O MP (Ministério Público) acusa o prefeito de ter recebido o valor por meio de caixa 2 do grupo, durante a campanha de 2012.

A negativa ao pedido do MP se dá, segundo a magistrada, devido a “além da necessidade de maiores indícios de que o valor tenha sido efetivamente pago ao requerido, e por ele recebido em decorrência do cargo público (elementos a serem apresentados e analisados durante a instrução), faltam indícios suficientes a comprovar o risco iminente de dilapidação de patrimônio a justificar a decretação imediata da indisponibilidade de bens.”.

A ação de ato de improbidade administrativa, porém, continua tramitando na Justiça. Ela é resultado de delações premiadas de executivos Grupo CCR que denunciaram o pagamento indevido de propina e doações irregulares por meio de caixa 2 em campanha eleitoral de políticos do Estado de São Paulo.

“Segundo os diversos depoimentos juntados, Jonas Donizette Ferreira recebeu o montante indevido de R$ 100 mil, sem qualquer formalidade ou declaração, visando a obter vantagens financeiras e políticas”, escreveu o MP na ação.

A verba teria sido entregue na campanha de 2012, segundo Maurício Vasconcellos, executivo da empresa.

O MP pede que a Justiça decreta perda da função pública, casse os direitos políticos por até 10 anos, pague multa civil de até três vezes o valor do acréscimo patrimonial indevido e fique proibido de contratar com o Poder Público. 

Em 2017, o Grupo CC7 fez um acordo com a Operação Lava Jato e se comprometeu a doar mais de R$ 80 milhões ao governo e à biblioteca da Universidade de São Paulo em troca ficar livre de ações na Justiça. 

Outro lado

Na época, o prefeito Jonas Donizette negou que tenha recebido verba da empresa. “Não há um documento sequer que comprove isso. E, como sempre, o prefeito está à disposição da Justiça para prestar todos os esclarecimentos necessários. Em quase 30 anos de vida pública, o prefeito sempre teve suas contas de campanha aprovadas pela Justiça Eleitoral.”

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