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Latam e Azul reduzem voos em resposta ao crescimento de casos de coronavírus no mundo

A partir de hoje, estão mantidos pela Azul apenas os voos internacionais que partem de Campinas

Agência Brasil, Band Mais

16h52 - 16/03/2020

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A companhia aérea Latam Airlines, com sede no Chile, informou nesta segunda-feira que reduzirá seus voos em 70%, diante dos desdobramentos da epidemia do coronavírus.

Em comunicado, a empresa afirmou que os voos internacionais serão reduzidos em 90%, enquanto os domésticos terão diminuição de 40%, seguindo-se ao fechamento de fronteiras em vários países e a subsequente queda na demanda.

“Tomamos essa decisão difícil após o fechamento de fronteiras que impossibilitaram a operação em grande parte de nossa rede. Se essas restrições de viagens sem precedentes forem estendidas nos próximos dias, não podemos descartar novas reduções em nossa operação”, disse o diretor comercial e presidente eleito da Latam, Roberto Alvo.

A companhia acrescentou que todos os passageiros com voos nacionais ou internacionais afetados poderão reprogramar seus voos até 31 de dezembro, sem custo adicional.

A empresa explicou ainda que seus canais de atendimento estão recebendo um grande número de consultas. Para poder se concentrar nos passageiros com casos mais urgentes, a Latam pediu que os clientes não liguem mais de 72 horas antes do voo.

Azul

A Azul também anunciou nesta segunda-feira (16) uma série de medidas em resposta à evolução do novo coronavírus no Brasil, entre elas a redução de sua capacidade consolidada de 20% a 25% no mês de março, e entre 35% e 50% em abril e meses seguintes, até que a situação se normalize.

A companhia aérea também comunicou que, partir de 16 de março, todos os voos internacionais, exceto os que partem de Campinas (SP), serão suspensos.

“Embora nossa principal prioridade continue sendo a saúde e a segurança de nossos tripulantes e clientes, continuamos focados no ajuste da capacidade de acordo com a variação na demanda e na preservação de nossa posição de caixa durante esse período desafiador”, disse John Rodgerson, CEO da Azul.

A empresa também informou que está implementando medidas para reduzir o custo fixo de suas operações, que representa em torno de 40% do total de custos e despesas operacionais da empresa, entre elas a postergação do pagamento referente à participação nos lucros e resultados de 2019.

A Azul anunciou ainda um programa de licença não remunerada, com 600 pedidos aprovados até o momento, além de redução de salário de 25% dos membros do comitê executivo até a normalização da situação, suspensão de novas contratações e de viagens a trabalho e despesas discricionárias.

A empresa decidiu pelo estacionamento de aviões e a suspensão de entrega de novas aeronaves.

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