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Blog da Rose

Lava Jato: empresário de Campinas teria pago propina de 740 mil dólares para ex-diretor da Petrobras

Policiais federais cumpriram mandado de busca e apreensão na casa do empresário

Rose Guglielminetti, Blog da Rose

15h07 - 23/10/2019

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O empresário de Campinas Marco Antônio Orlandi, cuja casa foi palco de busca e apreensão nesta quarta-feira (23/10), dentro da 67ª Fase da Lava Jato, teria repassado US$ 740 mil dólares para o ex-diretor da Petrobras, Renato Duque, segundo o relatório do Ministério Público Federal. O grupo pagava propina de 2% sobre o valor dos contratos para ex-diretores e ex-funcionários da estatal.

Orlandi era sócio de uma empresa que prestava serviços à Petrobras e depositou dinheiro, por meio de uma offshore, na Suíça, para Duque. Só em 2008, o ex-diretor teria recebido US$ 1 milhão, dos quais US$ 740 mil teriam sido repassados pela família Orlandi (Marco Antonio, Aparecida Bernardes Orlandi e Marcelo Bernardes Orlandi), segundo o MPF.

O objetivo da busca e apreensão na casa de Orlandi foi coletar provas “à eventual prática de crimes de corrupção, lavagem d dinheiro e financeiros”.

O alvo

O alvo da operação de hoje foi a multinacional Techint, investigada por repassar propina no valor de R$ 60 milhões a ex-diretores e ex-gerentes da Petrobras. A Justiça determinou ainda o bloqueio de R$ 1,7 bilhão referentes a ativos financeiros. As obras suspeitas somaram mais de R$ 3,3 bilhões.

Segundo as investigações, executivos da Techint participavam de um quartel de empreiteiras que teriam pago propinas a diretores da Petrobras. Em troca, a empresa seria contratada para fornecer tubos e equipamentos. Os ex-funcionários da Petrobras também são investigados por corrupção e lavagem de dinheiro. No grupo de investigados também estão os intermediários, como empresas de consultoria.

Foram identificados o crime nas obras da Refinaria Landulpho Alves, na Bahia, a partir de 2007, e no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro, em 2010. As duas de responsabilidade do consórcio com a Andrade Gutierrez. Outra obra sob suspeita foi Gasduc III, no Rio Janeiro, em 2008 – só que a parceria era com o Grupo Odebrecht. Os três somaram mais de R$ 3,3 bilhões.

A suspeita é que a propina cobrada era de 2% sobre cada contrato. Os funcionários podem ter recebido cerca de R$ 60 milhões em pedágio.

A suspeita é que a Techint integre o cartel de nove empreiteiras chamado de “O Clube”, que tinha por objetivo vencer licitações de grande obras da Petrobras.

Outro lado

O advogado de defesa de Orlandi, Ralph Tórtima Stettinger Filho, disse que o seu cliente já prestou toda prova evolutiva financeira dos recursos e licitude do dinheiro que Marco Antônio Orlandi tinha no exterior. “Ele tinha dinheiro no exterior e dentro de uma operação, por orientação do doleiro, fez depósitos nesta conta sem saber que era de Renato Duque”, disse Sttettinger Filho.

Ele disse que o seu cliente já forneceu toda a documentação ao MPF e que pediu o desbloqueio de recursos determinados pela Justiça. O valor não foi informado.

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