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Blog da Rose

Lixo de Campinas vai para aterro privado de São Paulo ao custo de 45,5 milhões

Cidade produz 90 toneladas de lixo por dia

Rose Guglielminetti, Blog da Rose

11h18 - 28/05/2020

Atualizado há 2 meses

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A Prefeitura de Campinas contratou o consórcio Proactiva-CDR Pedreira para o trasporte dos resíduos sólidos de Campinas por R$ 45,4 milhões por um ano. O lixo agora vai para a Capital e Iperó. A contratação anterior era com a Estre e o produto era levado para Paulínia. Campinas produz cerca de 900 toneladas de lixo por dia.

O contrato ficou R$ 900 mil mais caro do que o anterior. O custo adicional se deve à distância e também aos pedágios. Hoje o deslocamento é de cerca de 20 quilômetros e agora será de 100.

Segundo o secretário de Serviços Públicos, Ernesto Paulella, essa empresa é a segunda colocada. A primeira a ganhar a licitação foi a Estre – o valor ficaria R$ 900 mil a menos. “Mas acabou sendo desabilitada por falta de documentação. Temos de cumprir a legislação”, disse ele.

A Estre contesta. Diz em nota oficial que foi indevidamente desclassificada do processo licitatório, mesmo tendo apresentado o menor preço. Afirma que apresentou toda a documentação exigida no edital e na lei. Ressaltou ainda que vai à Justiça para garantir valer os seus direitos para ser contratada, já que ganhou em primeiro lugar.

Paulella também afirmou que no edital a empresa vencedora apresentou duas licenças ambientais para depósito do resíduo sólido: na Capital e Iperó (região de Sorocaba). “Achamos que a empresa vai levar o resíduo para estes dois lugares”, disse ele.

Hoje a prefeitura gasta cerca de R$ 113 milhões ao ano com a coleta, separação e  transporte dos resíduos sólidos. A prefeitura paga de acordo com quantidade do material recolhido.

Pandemia

Com a crise da pandemia, a produção de lixo de Campinas vai fechar o mês de maio com uma queda de 20%. Eram recolhidas cerca de 1 mil toneladas por dia e agora são 900. Houve redução também na produção dos chamados resíduos públicos que caíram para 400 toneladas dia, ante 500.

O secretário de Serviços Públicos, Ernesto Paulella, explicou que a redução é resultado da desaceleração da economia e do consumo. “As famílias deixam de comprar. A produção de lixo é um indicador econômico importante sobre o consumo das famílias” , disse ele, quando comentou a queda da produção em entrevista anterior.

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