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Moradores de Votorantim ficam sem transporte público

São Miguel Arcanjo e Salto de Pirapora também têm transporte afetado

Band Mais

10h26 - 19/04/2020

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Neste sábado (18/04), os moradores de Votorantim ficaram sem transporte público. O Grupo São João, em nota, afirma que não tem mais como manter o transporte público urbano em Votorantim, São Miguel Arcanjo e Salto de Pirapora, bem como as linhas metropolitanas que ligam Votorantim/Sorocaba, Porto Feliz/Sorocaba, Boituva/Sorocaba, Piedade/Sorocaba, São Miguel Arcanjo/Sorocaba, Araçoiaba da Serra/Sorocaba, Salto de Pirapora/Sorocaba, Piedade/Tapiraí e Pilar do Sul/Piedade.

Segundo nota enviada à imprensa pelo Grupo São João, devido à intransigência do Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba e Região em não aceitar o acordo proposto por meio da Medida Provisória 936/20, de autoria do Governo Federal – alegam perda aos trabalhadores, se é que pode ser considerada uma perda, já que o salário por hora trabalhada será superior ao que ganham atualmente –, o Grupo São João não tem mais como manter o transporte público urbano.

“Classificamos como absurdo este posicionamento radical do sindicato em um momento em que a economia mundial enfrenta uma grave crise causada pela pandemia de coronavírus (Covid-19). Como os nossos colaboradores não podem ser incluídos na MP 936/20, já que o sindicato da categoria recusa, não temos condições de arcar com toda a mão de obra parada, tendo em vista que não há receita para isso”, de acordo com a nota.

Ainda na nota, representantes da empresa citam despesas. “Nossa receita nos transportes regulares – linhas urbanas e metropolitanas – está em torno de 10% (dez por cento) da receita normal. Hoje não dá para pagar nem o diesel que utilizamos nos veículos e muito menos as demais despesas, especialmente a mão de obra – motoristas, cobradores, agentes de bordo, equipe de manutenção, limpeza e administrativo pessoal – que representa o maior custo disparado do sistema de transporte. Além disso, há as despesas com fornecedores em geral, bancos, prestadores de serviços, entre outros”.

“Infelizmente a administração pública estadual e municipal, apesar de estarem cientes das nossas dificuldades e acompanharem todo este processo, até o momento não se manifestaram no sentido de colaborar ou ao menos tentar amenizar a situação. A empresa chegou ou já passou dos limites das suas condições para se manter ativa. Ou seja, não bastassem os vários desafios que já tínhamos, agora enfrentamos a pandemia de coronavírus”, segundo informações da nota.

“Para finalizar, o sindicato que representa a categoria, ao invés de dar as mãos para nos ajudar a superar este momento crítico e a manter os empregos, parece querer acabar de vez com a empresa ao adotar uma postura totalmente insensível e intransigente. Lamentamos por tudo e por todos. Estamos à beira de um colapso. Temos vivido um pesadelo esses dias. No caso do Grupo São João, são 56 anos que estão indo para o túmulo junto com mais de 970 famílias – empregados diretos – que vivem e fazem a nossa empresa ser o que é”, concluem representantes da empresa na nota.

Prefeitura de Votorantim

Em nota, a Prefeitura de Votorantim informa que foi pega de surpresa com a paralisação total no transporte coletivo urbano neste sábado (18/04) e que já estuda, de acordo com o que prevê o contrato de concessão dos serviços, tomar as devidas atitudes, dentro da legalidade. Ressalta, ainda, que já há alguns dias a empresa vinha informando à administração municipal sobre a queda no índice de ocupação, com uma arrecadação abaixo de cobrir os seus custos operacionais, situação que se agravou com a tentativa frustrada de negociação com o sindicato da categoria para o acordo trabalhista durante a pandemia, previsto pelo governo federal para garantir a manutenção dos empregos. A Prefeitura reforça que é importante lembrar que muito desse contratempo se deve à obrigatoriedade do decreto do governo do Estado de manter os serviços essenciais na cidade e os demais fechados durante a quarentena, e no estado de calamidade pública, no enfrentamento da Covid-19.

Cida Haddad/ Eko Digital

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