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Moro depõe por mais de 8 horas sobre tentativa de Bolsonaro de intervir na PF

Segundo site, Moro reiterou acusações e apresentou emails e áudios de conversas autorizados pelos interlocutores

Agência Brasil, Band Mais

07h14 - 03/05/2020

Atualizado há 28 dias

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O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro prestou depoimento na tarde desse sábado (2), na Polícia Federal (PF), em Curitiba. O interrogatório, que durou mais de oito horas, foi determinado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello, que conduz a investigação. A oitiva foi a primeira medida tomada no inquérito aberto a pedido do procurador-geral da República, Augusto Aras, para apurar crime de denunciação caluniosa ou suposta tentativa de interferência na PF pelo presidente Jair Bolsonaro revelada pelo ex-ministro ao deixar o governo há pouco mais de uma semana.

Segundo o site ‘O Antagonista’, no depoimento Moro reiterou as acusações de ingerência de Jair Bolsonaro na Polícia Federal. Além das mensagens de WhatsApp, ele apresentou emails e áudios de conversas – dele e de funcionários que autorizaram sua utilização. O ex-ministro também teria disponibilizdo o celular e arquivos de mídia para cópia e perícia. No material, há conversas com outras autoridades usadas por Bolsonaro para mandar recados a Moro.

Horas antes do início do depoimento, Bolsonaro chamou chamou o ex-ministro de “Judas” e insinuou que ele pode ter interferido em um inquérito que investiga o atentado realizado por Adélio Bispo durante a eleição. Ao compartilhar compartilhar em sua conta no Facebook um vídeo em que uma pessoa defende que Adélio Bispo de Oliveira, que esfaqueou Bolsonaro, não agiu sozinho, o presidente comentou: “Os mandantes estão em Brasília? O Judas, que hoje deporá, interferiu para que não se investigasse?”, escreveu o presidente, em referência ao depoimento que Moro dará neste sábado no inquérito que investiga uma possível interferência de Bolsonaro na Polícia Federal.

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