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Eleitores transexuais que irão votar com nome social aumentam 33,1% na RMC

Região tem 205 eleitores que adotaram o nome social no título de eleitor

Rose Guglielminetti, Blog da Rose

09h00 - 13/09/2020

Atualizado há 5 meses

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O número de eleitores que optaram por ter o nome social no título de eleitor aumentou 33,1% na RMC (Região Metropolitana de Campinas). Dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) mostram que 205 pessoas vão votar nas urnas do dia 15 de novembro com o documento que designa o nome pelo qual o transexual ou travesti é socialmente reconhecido. Em 2018, primeiro ano da inclusão, eram 154 eleitores na RMC. No total, são 2,1 milhões de eleitores nas 20 cidades que compõem a Região Metropolitana de Campinas.

Campinas é a cidade com o maior número de pessoas. São 98 que adotam o nome social, ante 92 em 2018. Em segundo lugar, vem Sumaré, com 16 pessoas. Nas eleições de 2018, eram 7. Americana vem em terceiro, com 15 pessoas. Logo em seguida, vem Hortolândia e Indaiatuba, com 14 e 13 eleitores respectivamente. As demais cidade oscilam entre 6 e 1 pessoa.

Das 20 cidades da RMC, Artur Nogueira, Morungaba e Santo Antônio da Posse não tem nenhum eleitor com nome social. No pleito de 2018, eram seis cidades – as três citadas, além de Engenheiro Coelho, Holambra e Monte Mor.

Para Suzy Santos, coordenadora da Casa sem Preconceito, o nome social é uma afirmação de identidade.

É a maneira como as pessoas têm de nos olhar e nos respeitar. Não é aquilo que eles escolhem e nos identicam para nós, mas aquilo que nós escolhemos. Além disso, ter o nome social no documento evita contrangimentos e transtornos no momento que você exerce o seu papel de cidadã

Suzy Santos, coordenadora da Casa sem Preconceito

Já para a transexual Lara Pertille o nome social é apenas uma gota num oceano de desrepeito a esse grupo. “Nós, transvetis e transexual, ainda estamos lutando por respeito básico. Será que é importante ter apenas o nome no documento ou ter políticas públicas para que nos respeitem como seres humanos?”, questiona Lara, que é jornalista e empresária.

Ela diz ainda que as pesssoas trangêneras estão lutando por acesso ao trabalho. “As pessaos trans são as classes mais vulneráveis nesta sociedade. Na pandemia, estamos vivemos quase uma política de aniquilamento”, alerta Lara.

Candidata

Numa cidade em que apenas três eleitores utilizam o nome social, Paola Carvalho, candidata a vereadora pelo PTB, em Cosmopólis, vai usufruir do benefício. Se não tivesse tido a mudança, na urna eletrônica o nome que sairia seria o de batismo: Deivid Carvalho. Segundo ela, a medida traz inclusão. ” É importante no combate ao preconceito e também mostra que a opção sexual não deve ser empecilho para exercer um cargo público eletivo”, diz ela.

O mapa

Cidades Número de eleitores com nome social

Americana 15

Artur Nogueira 0

Campinas 98

Cosmópolis 3

Engenheiro Coelho 1

Holambra 4

Hortolândia 14

Indaiatuba 13

Itatiba 3

Jaguariuna 6

Monte Mor 1

Morungaba 0

Nova Odessa 4

Paulínia 6

Pedreira 1

Santa Bárbara D´Oeste 12

Santo Antônio de Posse 0

Sumaré 16

Valinhos 5

Vinhedo 3

Fonte: TSE (Tribunal Superior Eleitoral)

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