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Número de idosos em Campinas deve dobrar até 2050

Hoje, mais de 1,4 milhão de pessoas tem Alzheimer, número equivalente à população de Campinas

Band Mais

16h44 - 29/10/2019

Atualizado há 5 meses

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De acordo com a Organização Mundial de Saúde, os casos de demência devem triplicar até 2050. Hoje, no Brasil, 1,4 milhão de pessoas, o equivalente à toda a população de Campinas, tem Alzheimer.

O governo do estado de São Paulo, através do sistema de estatísticas feito pela Fundação Seade, confirmou que a Região Metropolitana de Campinas vai ser composta, em sua maioria, por idosos, até 2030.

Os últimos 4 anos da vida de Albertino foram lutando contra o Alzheimer, mas a situação só ia piorando.

Até que Tino, como era chamado pela esposa, não se alimentava mais. Não conseguia comer, tomar banho e tratava a esposa, que um dia ele tanto amou, com uma agressividade que nunca foi característica dele. Tino precisava agora de cuidados especiais.

“Ele começou se esquecendo dos nossos nomes e depois ficou agressivo. No começo, achávamos que ele estava ficando velho… Mas depois percebemos que a situação ia piorando dia após dia”, conta Elaine Alves, filha de Albertino de 75 anos.

“Foi mais pelo comportamento dele que os médicos descobriram a doença. Alguns exames de imagem demonstram uma probabilidade. Mas, o Alzheimer em si, não tem um diagnóstico fechado. Até porque ele pode ser confundido. Vai mais pela sintomatologia da doença no decorrer dos anos, pelas características que ela adota. Não tem um diagnóstico, é uma hipótese diagnostica”, diz Marisa Lima, enfermeira e especialista no assunto.

Elaine, filha de Albertino, sabe que a doença também tem caráter genético e diz estar preocupada. Mas, segundo Marisa, existem maneiras de se prevenir.

“Atividades físicas, cognitivas – que despertam a atenção, percepção, memória e linguagem – e melatonina. Sim, a melatonina, é um hormônio naturalmente produzido pelo corpo, ligado ao ciclo circadiano, ou seja, a forma como o organismo organiza suas funções quando estamos acordados e durante o sono. A substância começa a ser produzida na glândula pineal quando o dia escurece, para ajudar o organismo se preparar para dormir. Ela atinge seu nível máximo quando estamos dormindo. Com o nascer do sol e a volta da claridade, a glândula reduz a produção de melatonina, o que sinaliza que é o momento de acordar. Mas, além disso, o hormônio ainda
atua no metabolismo e tem como benefício a regeneração das células, o que pode ajudar a prevenir o Alzheimer”, conclui Marisa.

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