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Blog da Rose

Número de moradores de rua aumenta 10% em Campinas, aponta Censo da prefeitura

Cidade tem 822 pessoas em situação de rua

Rose Guglielminetti, Blog da Rose

18h29 - 20/02/2020

Atualizado há 7 meses

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Censo da Prefeitura de Campinas aponta que a população de moradores de rua aumentou em 10%. A cidade tem hoje 822 pessoas em situação de rua, ante 623.

Apesar do crescimento, a secretária de Assistência Social, Elaine Jocilaine Pereira, avalia que as políticas públicas que foram adotadas nos últimos anos reduziram o aumento.

Segundo ela, o sufocamento do crescimento teve algumas frentes: o programa recâmbio que devolveu os moradores para suas cidades de origem e também a adoção de outras políticas como o programa “Mão Amiga”, que capacita e emprega esse morador. Outro fator foi a recondução do morador para sua família. “Esse número poderia ser muito maior. Nossa política não é de higienização, mas de cuidado”, disse ela.

Perfil

De acordo com o levantamento, 49% desta população se concentra na região Leste, que tem o Centro da cidade entre os bairros. A região Norte responde por 24%. A Sul, com 22%. A Noroeste e a Sudoeste, 3% e 2%, respectivamente.

A população é quase que majoritariamente masculina, com 83%. As mulheres são 15% e a população LGBT, 3%. Os negros respondem por 67%.

A pesquisa também investigou a drogadição. A maioria consome álcool (32%), tabaco (25%), crack (17%), maconha (15%) e cocaína (11%). Desse público , 63% deles responderam que usam mais de uma substância. A secretária disse que aumentou o número de usuários de crack em relação ao último levantamento, que é de 2016. “O crack causa um efeito maior e provoca a alienação porque ninguém quer estar nas ruas”, disse ela.

Segundo a secretária, o que chamou a atenção é quanto à escolaridade desta população. “Aumentou o número de pessoas com ensino médio e superior. Isso mostra o reflexo da crise econômica sobre a população”, explicou ela.

Os fatores que levam as pessoas para as ruas são: precarização da condição de vida, conflitos familiares, desemprego, uso de álcool e outras drogas e perda de moradia.

Sobre a origem dos moradores de rua, 39% são de Campinas, 23,4% do Estado de São Paulo, 12% da RMC (Região Metropolitana de Campinas), 16% de outras cidades do Estado de São Paulo, 9% da Capital e 0,3% de outros países.

A pesquisa mostrou ainda que 22% dos moradores estão nas ruas entre 1 a seis meses. Outros 20% há mais de 10 anos e outros 12% no período de 1 dia a um mês. Segundo a secretária, esse pessoal que está na cidade no período até seis meses é a população que migra de uma cidade para outra.

Questionada sobre as reclamações de comerciantes e moradores da região central, a secretária disse que a prefeitura tem adota políticas públicas que atendam também a esse público como reforço na segurança e implantação de banheiros públicos.

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