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‘O mundo dos negócios não será mais o mesmo depois desta pandemia’

Consultora de Marketing dá dicas para enfrentamento do momento

Band Mais

09h14 - 09/04/2020

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Estabelecimentos comerciais fechados durante a quarentena. Situação que tem preocupado muitos comerciantes, empresários, mas como continuar a vender, a divulgar os produtos em um momento em que o cuidar da saúde fala mais alto?

Segundo a consultora de Marketing e Comunicação e professora da Esamc Sorocaba, Quelen Torres,  neste momento de pandemia, muitos empresários se viram obrigados a aceitar ou acelerar processos que ainda eram incipientes, como o e-commerce, por exemplo. “Há muitos empresários que eram bastante reticentes quanto ao uso das novas tecnologias de vendas e, principalmente, do comércio virtual, caminho este que, para muitos é a única opção agora”, comenta. “Vale ressaltar que em toda situação difícil há oportunidades de melhoria e novos negócios, mas para isso é preciso ter agilidade e mente aberta às novas perspectivas”, aconselha Quelen.  

A primeira dica dela é estar atento aos sinais do mercado.“Se pararmos para pensar, passamos por inúmeras mudanças nos últimos cinco, dez anos, em sua maioria impulsionadas pela tecnologia. A diferença é que a mudança agora foi imposta e aconteceu repentinamente. Importante dizer que o mundo dos negócios não será mais o mesmo depois desta pandemia, teremos consumidores ainda mais exigentes e atentos, novos serviços surgirão, muitas pessoas continuarão a trabalhar em home office, a mobilidade será diferente, bem como o convívio com as pessoas e suas relações com as marcas”, afirma a consultora.

Como se adaptar?

Quelen diz que, para fazer a adaptação dos negócios, a primeira coisa que uma empresa deve avaliar é qual tipo de necessidade do consumidor ela está satisfazendo e de qual maneira. “Muitas empresas erram porque acreditam que seus negócios são definidos pelos produtos que fabricam ou serviços que prestam, mas isso é apenas uma maneira de satisfazer uma necessidade preexistente. As necessidades não mudam, o que muda é maneira como são atendidas. Vejamos o clássico caso da Kodak, primeira empresa a desenvolver a tecnologia de fotografia digital. Eles não colocaram em prática porque acharam que esse produto poderia matar sua galinha dos ovos de ouro: a fotografia analógica. Eles não fizeram, mas o concorrente fez e a Kodak quebrou”, cita a consultora. Quelen ressalta que, depois de entender sobre essa necessidade, a empresa também deve acompanhar as mudanças de comportamento do consumidor e os movimentos da concorrência, buscar identificar as tendências e oportunidades geradas em cada mudança. 

Como divulgar os serviços?

“Mais do que nunca, nestes tempos de pandemia, as empresas devem ficar atentas aos seus conteúdos, às mensagens que passam. A hora agora é de pensar o que pode ser feito para ajudar o consumidor, o que pode ser feito para ajudar a sociedade. Que tipo de ação, que tipo de mensagem pode auxiliar as pessoas?”, explica. De acordo com Quelen, a comunicação deve ser feita, inclusive, testando novos canais, pois agora as pessoas têm mais tempo de consumir informação, mas a relevância do conteúdo é fundamental e os consumidores estão atentos às condutas das marcas. “As promoções devem ser feitas com critério e cuidado, muito importante não parecer oportunista”, dá a dica.

Estar próximo ao cliente

As pessoas estão carentes de contato e atenção, sendo assim, comunicar é preciso, garante Quelen.  “Um estudo do Kantar, realizado em 30 países e publicado no final de março, mostra que as pessoas no mundo esperam o que as empresas possam contribuir. A pesquisa mostra que 25% dos brasileiros esperam que as marcas sirvam de exemplo e guiem as mudanças, 21% esperam que sejam práticas e realistas e ajudem seus consumidores no dia-a-dia, as mensagens devem ser de otimismo e atitude, pois 20% dos entrevistados apontam que as marcas devem enfrentar a crise e mostrar que é possível vencê-la e outros 18% esperam receber informações e explicações sobre como lidar com o momento”, explica.

“Não podemos errar no tom, na mensagem ou no comportamento. Um erro neste momento pode ser fatal para o negócio. Por mais difícil e desafiador que seja esse momento, ele vai passar e agora é hora de contribuir e semear para quando vier a colheita”, diz Quelen.

Cida Haddad/ Eko Digital

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