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Blog da Rose

Oposição critica adesão de Jonas a escolas militares

Governo Federal quer instalar 54 unidades escolares em todo o Brasil

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16h35 - 10/10/2019

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Os vereadores de oposição ligados aos partidos de esquerda como PT, Psol e PCdoB – criticaram o prefeito de Campinas, Jonas Donizette (PSB), que declarou que vai aderir ao Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares do Ministério da Educação. O bom nível de ensino é um fator para a sua decisão. O governo federal pretende implantar 54 escolas militares no Brasil. O prazo para os municípios interessados em se inscrever no programa vence nesta sexta-feira (11/10).

O presidente da Comissão de Educação no Legislativo campineiro, Gustavo Petta (PCdoB), disse que vai mobilizar a sociedade contra essa proposta. Ele marcou uma reunião no próximo dia 22 para debater o assunto.

Segundo o parlamentar, a decisão de Jonas é autoritária. “O prefeito não consultou ninguém e não é dono da cidade”, disse ele, referindo-se a não consulta ao Conselho Municipal de Educação, Conferência de Educação e Câmara de Vereadores, entre outras instituições ligadas à educação.

O comunista disse que os institutos federais são referência de índices positivos de qualidade e o modelo deveria ser reproduzido. “Bastava ampliar e não contingenciar os recursos. Os institutos estão com a língua de fora. As escolas militares têm bons índices porque o investimento é três vezes maior do que o das escolas públicas. É uma questão de investimento”, alertou Petta.

Pedro Tourinho (PT)também criticou duramente a intenção do prefeito. Segundo o petista, a instalação das escolas militares é “ideológica e eleitoreira” por parte do governo federal. O parlamentar diz que o enquanto o governo do presidente Jair Bolsonaro quer implantar 54 escolas, ele corta investimento na educação. “Vai cortar R$ 300 milhões só na educação básica. Essa proposta é parte da cortina ideológica e farsesca do governo Bolsonaro”, criticou ele.

Já Mariana Conti (Psol) disse que a secretária de Educação, Solange Pellicer, disse num evento que não tinha conhecimento da adesão ao programa. “O que temos hoje é um processo de esvaziamento das escolas públicas”, disse ela.

Contraponto

Jorge Schneider (PTB), vereador de direita, usou o microfone para lembrar que os pais não são obrigados a colocar os filhos na escola.

Tenente Santini também defendeu as escolas cívico-militares. “É para moralizar e ensinar disciplina e regra. A cidade de Campinas faz muito bem em aderir e desconstrução do modelo imposto pela esquerda”, disse ele, concordando pela primeira com o prefeito Jonas Donizette.

Se eles criticaram é porque eu tô no caminho certo, a população apoia

Jonas Donizette (PSB), prefeito de Campinas

Outro lado 

Questionada sobre a intenção do presidente da Comissão de Educação de debater a proposta de instalação de escolas cívico-militares em Campinas, a Secretaria de Educação informou que “A Secretaria de Educação respeita a manifestação do vereador.”

Se eles criticaram é porque eu tô no caminho certo. A população apoia

Jonas Donizette, prefeito de campinas
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