menu 25-anos
publicidade
publicidade
Compartilhe
Blog da Rose

Orçamento de R$ 6,2 bilhões avança na Câmara

Terceiro maior gasto será com salários de aposentados da Prefeitura de Campinas

Rose Guglielminetti, Blog da Rose

12h01 - 19/11/2019

Compartilhe whatsapp facebook linkedin

Com 29 votos favoráveis e seis contrários, os vereadores da Câmara de Campinas aprovaram nesta segunda-feira (18/11), o projeto que prevê uma receita de R$ 6,2 bilhões para o Orçamento de 2020. Votaram contra os vereadores Mariana Conti (PSOL), Gustavo Petta (PC do B), Carlão do PT, Pedro Tourinho (PT), Tenente Santini (PSD) e Marcelo Silva (PSD).

A proposta ainda tem de ser votada em segunda discussão (mérito). Para o próximo ano, o que chama a atenção é o gasto com salários de aposentados. O Orçamento prevê R$ 1 bilhão para o pagamento dos dos inativos, passando a ser a terceira maior receita. Saúde, com R$ 1,5 bilhão, ficou em primeiro. Em segundo, vem Educação, com R$ 1,2 bilhão.

A previsão de rombo no Camprev, neste ano, é de R$ 600 milhões. O que a Prefeitura de Campinas arrecada dos servidores é insuficiente para pagar todos os aposentados. Em 2018, a prefeitura pagou R$ 740 milhões, mas arrecadou cerca de R$ 240 milhões para custear a folha dos inativos.

Ações na Justiça

O Legislativo campineiro também aprovou, em análise final e por unanimidade, projeto que autoriza o Poder Executivo a não ajuizar e desistir de ações de execução fiscal de débitos até cerca de R$ 4 mil. Isso não significa que a prefeitura vai abrir mão de receita. A Administração municipal vai cobrar administrativamente.

“Uma ação judicial para cobrar uma dívida custa em torno de R$ 4 mil reais, ou seja, mover este tipo de ação não compensa. Importante ressaltar que nenhuma dívida será perdoada e, sim, no caso destes valores menores, as medidas tomadas serão administrativas. Com esta medida, a prefeitura vai retirar da Justiça perto de 160 mil ações. As dívidas maiores continuam sendo cobradas na Justiça, porém os procuradores terão uma quantidade menor de processos para toar conta e poderão se focar neles”, diz o vereador Luiz Rossini (PV), líder de governo da Casa.

publicidade
publicidade
publicidade