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Para universitários, falta de contato social é a pior parte do ensino remoto, mostra pesquisa

Levantamento mostra que 76% dos universitários da rede privada presencial tiveram a primeira experiência com ensino remoto durante a pandemia e 72% preferem retomar as aulas na modalidade tradicional

Band Mais

14h14 - 02/08/2020

Atualizado há 5 meses

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Cerca de 43% de estudantes de cursos presencias do ensino superior que migraram para o ensino remoto durante a pandemia do coronavírus apontaram a falta de contato com colegas e professores como o principal ponto negativo da modalidade virtual. É o que mostra a pesquisa “O comportamento do aluno do ensino superior presencial durante a pandemia” do Pravaler, fintech de educação do Brasil. O estudo, divulgado na última terça-feira (28/07), ouviu 955 alunos de instituições de ensino superior privado de todas as regiões do Brasil.

Outro problema apontado pelos estudantes foi dificuldade de um local adequado para estudar, incluindo ferramentas como internet e computador. Esse item foi citado por 33% dos entrevistados como um ponto muito relevante. Ainda assim, os alunos enxergaram vantagens do ensino remoto, como o maior tempo para família (37%) e a possibilidade de estudar de qualquer lugar (35%).

Rafael Baddini, sócio-diretor de estratégia de negócio do Pravaler, analisa que a questão social é determinante para alunos do ensino superior. “A ausência do contato social com outros alunos e professores faz muita falta, ainda mais levando em consideração todas as restrições de convívio social da quarentena”, explica Baddini.

“Para um futuro próximo, devemos ver a consolidação da ‘mistura’ entre presencial e remoto, conhecido como ensino híbrido. Ele mescla aulas remotas, com conteúdo de qualidade, e atividades práticas e em grupo, presenciais, garantindo a convivência dos alunos, mas ainda mantendo os benefícios da tecnologia. É como um trabalho remoto, com idas periódicas ao escritório para reunir todo o time”, acrescenta Baddini.

Modalidade presencial

Após experiência com ensino remoto durante a pandemia, 72% dos alunos do ensino superior matriculados em cursos presenciais da rede privada preferem estudar somente na modalidade presencial. Como segunda opção, os alunos escolheriam o ensino híbrido (22%), que mescla aulas presenciais e a modalidade de educação à distância (EAD). Apenas 5% dos entrevistados têm preferência em adotar totalmente a EAD.

A pesquisa ainda mostra que 53% dos universitários matriculados na modalidade presencial disseram que houve queda de qualidade dos cursos no período de aulas virtuais. Outro destaque foi o resultado de que mais da metade dos alunos (57%) vindos do ensino presencial não se sentem abertos à Educação à Distância (EAD) e que apenas 29% consideram dar uma chance à modalidade. A má experiência e resistência com as aulas digitais podem ter sido impulsionadas pelo fato de que cerca de 76% dos estudantes tiveram a primeira experiência com aulas remotas durante a pandemia.

“O que vimos foi basicamente a metodologia presencial transmitida remotamente, quando o EAD tem formatos próprios e diferenciados”, ressalta Baddini, que acrescenta que as “instituições de ensino, a reviravolta da quarentena foi um despertar para o fato de que o nível de exigência dos alunos será maior e que é preciso aprimorar a dinâmica atual.”

Tempo de estudo

Embora as faculdades e universidades privadas tenham disponibilizado aulas remotas na mesma carga horária do formato presencial, universitários assumem que estão dedicando menos tempo aos estudos durante a pandemia. A maioria dos alunos (43%) diz que estuda de 2h a 8h semanais. Ou seja, o rendimento nos estudos caiu drasticamente, já que a carga horária semanal das aulas presencial é de, no mínimo, 15 horas. Apesar da redução do deslocamento imposto pela quarentena, apenas 20% dos estudantes dizem que estudam um período de 9h a 17h por semana, segundo o relatório.

Dos 955 alunos ouvidos na pesquisa, 75% eram da rede privada. As matrículas em instituições privadas são cerca de 6,3 milhões, enquanto nas instituições públicas está em torno de 2 milhões, segundo dados do Censo da Educação Superior de 2018. O período de entrevistas ocorreu entre 9 e 16 de junho, quando já havia três meses desde que as instituições de ensino superior tinham sido fechadas.

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