menu 25-anos
publicidade
publicidade
Compartilhe

Divulgação/Esalq/Bruno Ewerton da Silveira Cardillo

Notícias

Pesquisa investiga bactérias que barateiam produção de feijão

Estudo concluiu que procedimento inovador diminui em 75% a utilização de fertilizantes nitrogenados por hectare

Band Mais

10h15 - 08/03/2020

Atualizado há 22 dias

Compartilhe whatsapp facebook linkedin

Um estudo concluiu que a inoculação do feijoeiro com bactérias fixadoras de nitrogênio diminui em 75% a utilização de fertilizantes nitrogenados por hectare. A pesquisa comprovou que a alternativa é viável, econômica e ambiental. O estudo foi realizado na Esalq (Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”, da Universidade de São Paulo (USP),

Os fertilizantes nitrogenados são utilizados na semeadura de feijão porque possuem proteínas e enzimas essenciais para o metabolismo das plantas. “Porém, o nitrogênio aumenta o custo da produção e causa a contaminação dos rios, lagos e lençóis freáticos, além de contribuir com a emissão de gases geradores do efeito estufa”, disse Bruno Ewerton da Silveira Cardillo, autor da pesquisa.

Segundo ele, durante a adubagem são gastos cerca de 80 kg de nitrogênio por hectare. “Em vez de utilizar essa quantidade, utilizei as bactérias e economizei 60 kg, usados em cobertura da planta. Na base de plantio e em todos os tratamentos, eu usei 20 kg. Economizei 60 kg de nitrogênio por hectare”, explica.

Adubação

O trabalho comparou a adubação da planta de feijão, utilizando fertilizantes nitrogenados, com a inoculação das bactérias Azospirillum brasilense, que promove o crescimento da planta, e Rhizobium tropici, associada à fixação biológica do nitrogênio.

A alternativa diminui o custo de produção em até 12%, uma vez que a quantidade de adubo é reduzida.

Além disso, a substituição do adubo pela inoculação favorece a nodulação, o rendimento e a qualidade das sementes produzidas pelas plantas do feijoeiro. “Em números, a produção adubada pode até produzir mais, mas nas questões ecológicas e monetárias, se corre menos risco, desde que bem feita a inoculação”, completa Bruno Ewerton da Silveira Cardillo.

0 Comentário

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios.

relacionadas

publicidade
publicidade
publicidade