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Pesquisa mostra que professor está com medo do coronavírus na volta às aulas

Escolas devem reabrir no dia 7 de outubro em Campinas

Band Mais

10h00 - 06/09/2020

Atualizado há 5 meses

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Os professores estão com medo de ficarem expostos ao coronavírus no retorno às aulas. É o que mostra uma pesquisa com 3,8 mil docentes feita pelo Instituto Península (IP) em todo o país entre 20 de julho e 14 de agosto de 2020.

Em uma escala de 0 a 5, na qual 0 indicava “nada confortável” e 5 “muito confortável” com o retorno ao ensino presencial, a média dos respondentes foi de 1,07. Ter condições sanitárias adequadas nas escolas é o que mais preocupa 86% dos docentes.

Em Campinas, as escolas irão reabrir no dia 7 de outubro para os alunos dos 5º e 9º anos, do EJA (Ensino de Jovens e Adultos) e dos cursos técnicos do Ceprocamp. Com isso, cerca de 10 mil estudantes irão retomar as aulas presenciais. Os demais continuam com o ensino remoto. Na Educação Infantil, a Prefeitura de Campinas já definiu que as creches ficarão fechadas para as crianças de zero a três anos. Já as que estão na faixa etária entre quatro e 5 anos, haverá uma decisão no próximo dia 15 de setembro.

O presidente da Comissão de Educação da Câmara de Veradores, o vereador Gustavo Petta (PCdoB), foi ao Ministério Público com questionamentos sobre as medidas de segurança tanto para os funcionários da educação quanto para os alunos para o retorno das aulas. “Vamos fazer um debate na próxima quarta-feira (09/08), às 16h, para ouvir quem a prefeitura não está ouvindo para fazer esse debate que são os integrantes dos conselhos das escolas, os conselhos locais, representantes dos trabalhadores da educação”, disse Gustavo Petta.

Já o Sindicato dos Servidores de Campinas é contra o retorno das aulas no dia 7 de outubro.

Para a diretora-executiva do Instituto Península, Heloisa Morel, por ser cenário de incertezas, o receio da volta ao trabalho físico parece permear toda a sociedade. “Por isso, é importante que exista uma transparência e frequência na comunicação das redes com os profissionais e com as famílias, e que as medidas de proteção sejam construídas levando em consideração uma escuta ativa de toda a comunidade escolar e de forma integrada com a área da saúde”, explica Heloisa Morel, diretora-executiva do Instituto Península.

A terceira fase da pesquisa “Sentimento e percepção dos professores brasileiros nos diferentes estágios do Coronavírus no Brasil” confirmou que eles continuam ansiosos (64% dos respondentes) e sobrecarregados (53%). E a maior preocupação nesta quarentena (75%) é em relação à saúde emocional dos alunos, à frente até mesmo da sua própria saúde mental (54%).

Outros dados

O levantamento mostra que nestes mais de cinco meses em que o Brasil enfrenta os desafios impostos pela pandemia, a realidade dos professores mudou. Eles se adaptaram e, para muitos, a tecnologia passou de um enorme desafio para uma importante aliada. Dentre as diversas constatações, o estudo mostra também que os professores se sentem mais valorizados pela sociedade.

Em abril e maio, na segunda fase da pesquisa, 83% dos professores afirmaram que não estavam preparados para o ensino virtual. Após a prática ter sido imposta pela pandemia e gestores de escolas públicas e privadas criarem formas para capacitar os docentes mesmo à distância, hoje, 49% afirmam que a falta de formação é um desafio para ensinar remotamente.

Como consequência, 94% dos professores indicaram que agora enxergam a tecnologia como muito ou completamente importante no processo de aprendizagem dos alunos. Antes, apenas 57% tinham essa percepção. “O que chama atenção é a grande mudança no percentual. Os professores foram obrigados a se reinventar e a se adequar a ferramentas tecnológicas e perceberam como elas podem ajudar no processo de ensino e aprendizagem, o que podemos considerar um legado positivo do momento que vivemos”, afirma Heloisa Morel.

Outro dado relevante é que 72% dos professores têm a percepção de valorização da sua carreira pela sociedade. “O professor sentiu, ao longo de décadas, um cotidiano de desvalorização. Mas agora há uma enorme quantidade deles relatando uma valorização das famílias dos alunos, que estão tendo um contato ainda maior e direto com o desafio da aprendizagem com as crianças e os jovens dentro de casa. Muitos pais e responsáveis começaram a imaginar como é trabalhar em uma sala de aula com dezenas de alunos e, assim, passaram a valorizar os professores que estão à frente deste desafio todos os dias”, diz a diretora do instituto.

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