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Blog da Rose

PF faz operação contra fraudes na merenda escolar em Campinas e região

Operação é cumprida em 27 cidades de São Paulo. Justiça bloqueio R$ 2 bilhões em bens dos suspeitos

Blog da Rose

10h17 - 26/11/2019

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A PF (Polícia Federal) e o MPF (Ministério Público Federal) fazem uma operação contra um esquema de fraude na merenda escolar nesta terça-feira (26/11) em prefeituras do Estado de São Paulo. Na nossa região são cumpridos mandados em Campinas, Americana, Atibaia, Paulínia, Rio Claro e Sumaré. No total, a operação atinge 27 cidades paulistas. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 2 bilhões em bens dos suspeitos.

Em Campinas está sendo cumprido um mandado de prisão e um de busca e apreensão. Em Americana, são três de prisão e três de busca e apreensão. em Atibaia, os policiais cumprem um mandado de prisão e um de busca e apreensão. Na cidade de Paulínia são quatro mandados de busca e apreensão. Em Rio Claro, foi expedido um mandado de prisão e um de busca e apreensão. Em Sumaré, um mandado de prisão e um de busca e apreensão.

De acordo com o MPF, na região administrativa de Campinas são investigados contratos de fornecimento de alimentação em Americana, Limeira, Paulínia, Rio Claro.

Os demais municípios são: Cotia, Cubatão, Franca, Garça, Guarujá, Itapevi, Jandira, Matão, Orlândia, Osasco, Praia Grande, Santos, São Carlos, São Joaquim da Barra, São José do Rio Preto, São Paulo, São Roque, São Vicente, Sorocaba, Taquaritinga e Votorantim.

Entre os alvos dos mandados estão empresários, ex-prefeitos, servidores e ex-servidores municipais, secretários e ex-secretários de prefeituras e uma vereadora.

Cerca de 240 policiais cumprem 27 mandados de prisão e 55 de busca e apreensão.

O caso

De acordo com a PF, o esquema foi organizado por um frigorífico de Brodowski, em São Paulo. Em coluio com políticos e servidores das prefeituras denunciadas, as licitações eram dirigidas para favorecer as empresas do grupo. Em troca, os agentes e políticos recebiam propina de 10% do valor dos contratos.

De acordo com investigações do MPF, esse grupo simulava concorrência, fazia ajuste de preços e elaborava os editais para limitar a concorrência de outras empresas. O MPF diz que o preço era superfaturado e houve casos em que o produto foi pago, mas nunca entregue às prefeituras.

Os suspeitos responderão pelos crimes de organização criminosa fraude em licitações, corrupção ativa, falsidade ideológica, prevaricação, corrupção passiva. As penas, somadas, podem chegar a 28 anos de prisão.

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