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Marcelo Camargo/Agência Brasil

Blog da Rose

PF prende secretário de Transportes de Doria em operação de fraude na Saúde

Foram apreendidos R$ 90 milhões em Brasília

Rose Guglielminetti, Blog da Rose

10h29 - 06/08/2020

Atualizado há 2 meses

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 A PF (Polícia Federal) prendeu na manhã desta quinta-feira (06/08) o secretário estadual de Transportes Metropolitano de São Paulo, Alexandre Baldy, durante operação para desarticular um esquema de corrupção na área da saúde. Os envolvidos recebiam vantagens indevidas para intermediar contratos com o poder público. Foram apreendidos R$ 90 mil na casa de Baldy. A Justiça pediu bloqueio de R$ 12 milhões dos investigados.

A polícia também prendeu o médico da Fiocruz Guilherme Franco Netto, em Petrópolis, no Rio de Janeiro. Um outro mandado de prisão foi cumprido em Goiânia, mas a identidade do suspeito não foi revelada.

Os seis mandados de prisão e 11 de busca e apreensão foram expedidos pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal Federal do Rio. Eles são cumpridos em São José do Rio Preto, em São Paulo, Petrópolis, no Rio, Goiânia e Brasília. Os presos vão responder pelos crimes de corrupção, peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Além disso, a PF apreendeu R$ 90 milhões qu estavam em dois cofres de uma casa no Lago Sul – área nobre de Brasília. O dinheiro teria relação com Baldy.

A operação investiga pagamento de vantagens indevidas em organizações criminosas que negociam e intermediam contratos em diversas áreas.

A ação de hoje é um desdobramento de duas operações – Calicute e Fatura Exposta e SOS – que teve como alvos o ex-governador do Rio Sérgio Cabral, além de empresários e o secretário de saúde do governo Cabral, Sergio Cortes. 

De acordo com o Ministério Público, partir da colaboração premiada com ex-diretores da Organização Social Pró-Saúde, foi concedido ou pago indenização para agentes que pudessem interceder em favor do SO em relação aos pagamentos do contrato de gestão do Hospital de Urgência da Região Sudoeste (HURSO) , em Goiânia, que foi administrado pelo Pró-Saúde entre 2010 e 2017.

Para possibilitar o pagamento de valores não contabilizados, os gestores do sistema operacional da época instituíram o esquema de geração de “caixa 2” na sede da Pró-Saúde, com superfaturamento de contratos, custeados, em grande parte, pelos repasses feitos pelo Estado do Rio de Janeiro, quais são cerca de 50% do faturamento nacional da organização social (que soma aproximadamente R$ 750 milhões em 2013, passando por R $ 1 bilhão em 2014 e chegando a R$ 1,5 bilhão em 2015).

Com o sucesso da empresa criminosa, os agentes perseguidos intermediam os interesses dos ex-diretores da Pró-Saúde e solicitam os contratos de sua empresa recém-criada com outros órgãos da administração pública, usando o pagamento de um percentual ou título de vantagens indevidas. Os investigadores identificaram um esquema de direcionamento de contratos da Junta Comercial do Estado de Goiás (JUCEG) e da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), através da Fundação de Apoio FIOTEC.

Outro lado

Em nota, o governador João Doria informou que “os fatos que levaram as acusações contra Alexandre Baldy não têm relação com a atual gestão no Governo de São Paulo. Portanto, não há nenhuma implicação na sua atuação na Secretaria de Transportes Metropolitanos. Na condição de Governador de São Paulo, tenho convicção de que Baldy saberá esclarecer os acontecimentos e colaborar com a Justiça.”

Já a Secretaria de Transportes Metropolitanos também ressaltou que a gestão Doria não é investigada e informou que, após as buscas na secretaria, nenhum documento ou equipamento foi levado pela Polícia Federal.

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