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Prefeitura não teria afastado médico com coronavírus em Estiva Gerbi

Denúncia foi feita por moradora; profissional trabalhou em 2 plantões

Felipe Pereira, Band Mais

10h00 - 19/04/2020

Atualizado há 1 mês

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Um boletim de ocorrência online gerou comoção na cidade de Estiva Gerbi.

No documento, uma enfermeira afirma que um médico trabalhou em dois plantões no Pronto Socorro Municipal com suspeita de covid-19, e que ele não teria sido afastado para ficar em quarentena, como prevê o protocolo da doença.

Ele teria atendido 17 pacientes nos dois dias, além do contato com as equipes de enfermagem.

Foi Edna Aparecida Pinafi, 57, quem fez a denúncia. Ela conversou com o Band Multi e explicou o que aconteceu. O boletim de ocorrência foi registrado no dia 9 de abril, mesma data em que todos descobriram que trabalharam com um médico doente.

“Eu trabalho em outra cidade. Quando voltei para casa, ouvi relatos de vizinhos comentando que o médico que fez os dois plantões estava doente. Liguei para o pronto socorro, onde minha irmã trabalha, e funcionárias me contaram que estavam desesperadas porque tiveram contato com ele, e que o exame tinha dado positivo”, conta.

Edna, que está a par dos protocolos do Ministério da Saúde por também trabalhar com possíveis casos de coronavírus, questionou por quê todas continuavam trabalhando. A resposta é que teria sido uma ordem do secretário de saúde, Sebastião de Freitas Neto, pois não havia funcionários para reposição.

No mesmo dia 9 de abril, a prefeita de Estiva Gerbi, Cláudia Botelho, postou na rede social um informativo dizendo que o resultado oficial do caso do médico estava disponível três dias antes.

INFORMATIVO A Secretaria de Saúde informa que diante da pandemia, foi realizado compra de todos os EPI’s necessários…

Geplaatst door Claudia Botelho op Donderdag 9 april 2020

“Minha irmã só foi afastada do trabalho no dia 9, e por isso documentei o caso”, rebate Edna. O boletim de ocorrência foi registrado como infração de medida sanitária preventiva (artigo 268 do código penal). Para a enfermeira, a prefeitura foi omissa em não afastar o médico e os funcionários que trabalharam nos plantões e colocá-los em quarentena, como determina o protocolo do Ministério da Saúde.

RESPOSTAS

A Prefeitura de Estiva Gerbi afirma que não sabia que o médico estava doente, e que foi comunicada apenas na tarde do dia 06/04 pela Vigilância em Saúde de Mogi Guaçu. A administração afirma que o afastamento dele foi imediato, e que a denúncia de que o secretário de saúde teria dito para que ele continuasse trabalhando não procede. “Foram pelo menos 13 pacientes que tiveram contato com o médico. Todos foram contactados e estão sendo monitorados. Até o momento, nenhum apresenta sintomas”, finaliza.

A Band procurou o médico que estaria doente para saber se ele havia comunicado a secretaria de saúde sobre a suspeita, se tinha algum sintoma que pudesse levantar a desconfiança e comentar o caso. Ele tem um consultório em Mogi Guaçu, com telefones disponibilizados na internet. Após a reportagem se identificar, o profissional visualizou a mensagem e não a respondeu. Caso queira se pronunciar, o texto será atualizado.

O médico também dava plantões em unidades de saúde de Mogi Mirim, vizinhas à Mogi Guaçu e Estiva Gerbi. A prefeitura foi questionada se sabia do caso suspeito e se teria afastado o profissional. Em nota, a administração se limitou a dizer que os boletins diários com casos de covid-19 seguem protocolo da Vigilância Sanitária e que dados pessoais não são divulgados. “Quanto a realização de plantões, as escalas são elaboradas pela Secretaria de Saúde, e utilizadas para uso exclusivamente interno da Pasta”, finaliza.

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