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Presidente do Sindicato dos Condutores nega irregularidades e atribui denúncias à disputa sindical

Atual diretoria foi afastada no mês passado

Rose Guglielminetti, Blog da Rose

16h29 - 10/09/2020

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O presidente do Sindicatos dos Condutores de Campinas, Matusalém de Lima, negou nesta quinta-feira (10/09) as supostas irregularidades atribuídas à sua gestão. como ajuizamento de ações trabalhistas ilegais, não devolução de verbas aos associados, lavagem de capitais e falsidade ideológica.

Segundo o sindicalista, as denúncias têm como pano de fundo a disputa sindical que culminará com uma eleição para a troca da diretoria até o fim do ano. Ele, que está há 14 anos à frente da entidade sindical, não será candidato, mas irá trabalhar para eleger uma chapa da situação.

“Não há enriquecimento ilícito e não cometi nenhuma irregularidade”, diz ele.

No mês passado, a Justiça do Trabalho afastou toda a diretoria do sindicato. Como ainda não houve notiticação, ele permanece à frente da entidade sindical. Quando da decisão, a desembargadora Rosemeire Tanaka determinou a nomeação de um administrador provisório para gerir a entidade sindical, além de convocação de eleições para a escolha de uma nova diretoria.

A desembargadora escreveu que havia uma farta documentação que comprovam “conluio e má-fé no ajuizamento de
ações trabalhistas, patrocinadas pelo corpo jurídico do Sindicado, visando o benefício de membros de sua diretoria, em detrimento do próprio Ente Sindical e, por consequência, de toda a categoria de trabalhadores, cujo acordo homologado restou rescindido (…) ausência de repasse/devolução de valores que seriam devidos aos substituídos; irregularidades na aprovação das contas do Sindicato, conforme apurado em inquérito civil; existência de inquérito civil apontando que o Presidente do Sindicato e outros membros da diretoria, simultaneamente, participaram como sócios proprietários de empresas atuantes no mesmo segmento (empresas de transporte); denúncias para apuração dos crimes de organização criminosa, lavagem de capitais, falsidade ideológica e furto qualificado por fraude e concurso de pessoas, em desfavor de diversos integrantes do Sindicato Réu, visando
dilapidar o patrimônio do Sindicato.”

Matusalém sustenta que as denúncias feitas pelo vice-presidente Izael Soares de Almeida, têm interesses eleitoreiros. “Temos 24 diretores e só ele e outro diretor são contra. Fizemos bons acordos para os trabalhadores como o vale-alimentação que ficou como um décimo terceiro salário”, disse ele.

Diz ainda que a apropriação indébita de um valor de R$ 8 milhões numa causa trabalhista não pode ser atribuída a ele, já que, quando houve o acordo, ele não era presidente do sindicato. “A ex-advogada Kátia Gomide abriu duas contas, uma para o depósito do dinheiro dos trabalhadores (que seria repassado para eles) e outra para o pagamento dos honorários. Um dia um trabalhador foi a MP para denunciar que não recebeu o seu valor e iniciou o processo, mas eu nem era do sindicato nesta época”, ressaltou ele.

Izael de Almeida também será atingido com o afastamento. Ele, porém, em entrevista anterior, disse que o afastamento é resultado de denúncias suas ao Ministério Público.

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