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Polícia Civil

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Mulher é suspeita de ter matado a facadas filha recém-nascida

Uma faca foi apreendida pela Polícia Científica

redação, Band Paulista

12h40 - 04/01/2022

Atualizado há 19 dias

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Na tarde de segunda-feira (3), uma mulher de 30 anos, foi presa em flagrante por infanticídio, em Presidente Prudente (SP). Ela é acusada de matar a própria filha recém-nascida em sua casa, no Residencial Tapajós.

Em relatório preliminar de exame necroscópico foi apontado que a vítima era recém-nascida, do sexo feminino, medindo 50 cm de altura, e que o corpo apresentava múltiplos ferimentos causados por instrumento perfurocortante.

Uma faca foi apreendida pela Polícia Científica durante o trabalho pericial na casa onde ocorreu o crime.

Segundo o boletim de ocorrência, todos os elementos apresentados, em especial, as oitivas dos policiais e de uma testemunha, indicam o crime de infanticídio.

Os fatos

Inicialmente, a Polícia Militar foi acionada para “auxílio à gestante” em uma casa do bairro Tapajós. Quando a equipe chegou ao local, a gestante já havia sido levada ao Hospital Regional e foi recebida por uma testemunha.

Dentro da casa, os militares constataram muitas manchas de sangue em vários cômodos e móveis, além de garrafas de vidros estilhaçadas e uma faca que estava em cima da pia do banheiro.

Posteriormente, os policiais visualizaram um saco de lixo de cor preta e dentro dele o corpo de um bebê, em óbito.

Depois dos trabalhos periciais, os policiais constataram que “a vítima apresentava múltiplas lesões similares àquelas produzidas por faca”.

Mensagens

Segundo o boletim de ocorrência, a testemunha relatou que a prima havia entrado em contato, “informando que teria sofrido um aborto, e que estava sangrando muito, com desmaios”. A mulher foi ao local e acionou a Unidade de Resgate. Isso, por volta das 13h.

Quando a testemunha chegou à casa, abriu a porta e assim que entrou viu a suspeita nua e deitada no sofá na sala, pálida e com os lábios esbranquiçados. A testemunha também notou, que o interior da casa estava cheio de sangue.

A mulher foi questionada e declarou ter sofrido um aborto e desmaios.

Equipes da Polícia Civil estiveram no local do crime e verificaram também que o cadáver da recém-nascida apresentava sinais de violência corporal.

“Entrevistada no HR, a autuada informalmente admitiu a prática delitiva, aduzindo que foi tudo muito rápido e não sabia o que fazer”, consta no registro policial.

A mulher ainda não foi interrogada devido a estar sob atendimento médico-hospitalar no Hospital Regional.

Por meio de nota, o HR afirmou que a paciente deu entrada no Pronto-socorro do hospital por volta das 17h desta segunda-feira (3). “Neste momento ela permanece em observação pela equipe médica e multiprofissional e seu estado de saúde é considerado estável”, informou.

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