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Blog da Rose

Racha impede que esquerda de Campinas chegue ao segundo turno das eleições municipais

Tourinho perdeu por 6.492 votos. Candidata do PCdoB recebeu 12.245 votos

Rose Guglielminetti e Zezé de Lima , Blog da Rose

15h00 - 17/11/2020

Atualizado há 14 dias

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Por Zezé de Lima e Rose Guglielminetti

Logo que as candidaturas foram oficializadas, uma colocação comum que se ouvia era se Alessandra Ribeiro (PCdoB) não dividiria votos com Pedro Tourinho (PT), inviabilizando a chegada da esquerda campineira ao segundo turno das eleições municipais e uma eventual volta ao quarto andar da Prefeitura de Campinas. Contabilizados os votos, agora é possível afirmar: sim, se a esquerda em Campinas não tivesse rachado, muito provavelmente, Tourinho, um dos seus representantes na cidade, ainda estaria na disputa, fazendo o melhor de dois com Dario Saadi (Republicanos).

Nessa segunda-feira (16/11), as contas provaram isso: Tourinho ficou a 6.432 votos do segundo turno. O concorrente direto dele, Rafa Zimbaldi (PL), segundo colocado na preferência do eleitorado no primeiro turno, somou 103.397 votos ante 96.905 do petista. Alessandra Ribeiro conseguiu 12.245, quantidade mais do que suficiente para pôr o representante mais forte da esquerda na reta final da corrida pela prefeitura.

Cabe ainda levantar a hipótese de o PSTU, que trouxe Laura Leal para a disputa, ter se juntado aos dois: mais 498. Pouco, mas entra no pacote da esquerda. O PCO, de Edson Dorta, é outra história. Como o próprio candidato afirmou em entrevistas, a participação do partido nos pleitos tem o objetivo de marcar posição.

Outro lado

Márcia Quintanilha, presidente do PCdoB de Camipnas, explicou que a decisão de ter candidatura própria faz parte de uma orientação nacional de ocupar espaços e fazer o debate sobre as propostas do partido para os municípios. “Também apresentamos uma candidatura de mulher, negra que era o debate e o anseio de anos do movimento negro e do movimento organizado de mulheres. Neste sentido, não tinha porque não lançar a candidatura. Ela nos colocou no debate sobre um projeto da cidade, apresentamos um plano de governo transformador e nos ajudou a manter a nossa representação na Câmara Municipal”, disse ela.

A presidente do PCdoB lembrou que em outras cidades a esquerda também não estava unida no primiro turno. “E SP o PT não apoiou o Boulos. O PSOl não apoiou a Benedita no Rio e nem a Manuela em Porto Alegre. Isso faz parte do momento político e das discussões internas que os partidos fazem do que é inportante para eles neste momento”, disse ela, acrescentando ainda que as 260 mil abstenções na cidade também podem ter sido responsáveis pelo ersultado. “São muitos eleitores que não foram votar , os votos que faltaram para chegar num eventual segundo turno poderia estar ali.”

Já Pedro Tourinho, ao falar hoje sobre o resultado, disse que não atribui de forma alguma ao PCdoB ter ficado de fora do segundo turno. Segundo o petista, todas as candidaturas são legítimas e todos têm direito de estar na disputa. No entanto, ele ponderou que a esquerda em Campinas ter de trabalhar pela unidade. Inclusive, na expectativa dele, todos estarão juntos na oposição a qualquer um dos dois candidatos que for eleito, porque ambos são “herdeiros da desconstrução” que se viu em Campinas, “como pontuamos durante toda a campanha”, finalizou.

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