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Risco de não ser presidente faz vereador mudar tipo de comissão para fiscalizar licitação do transporte

Concessão será de R$ 7,4 bilhões

Blog da Rose

15h17 - 04/10/2019

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O vereador Nelson Hossri (Podemos) mudou o tipo de comissão para fiscalizar a licitação bilionária do transporte público em Campinas para permanecer na presidência dos trabalhos. Na semana passada, ele havia conseguido emplacar uma comissão de acompanhamento, mas neste caso a nomeação da Presidência e dos seus integrantes são de responsabilidade da Mesa da Câmara, o que não lhe garantia a condução dos trabalhos. Com isso, o parlamentar decidiu protocolar uma Comissão de Estudos que automaticamente lhe coloca na presidência e a nomeação dos integrantes é por sorteio.

“Foi uma correção. Na segunda, sorteamos os membros e eu fico como presidente”, explicou.

O parlamentar disse que o acompanhamento é importante para evitar fraudes na concessão, com valor estimado em R$ 7,4 bilhões em 15 anos. Serão exigidos investimentos de cerca de R$ 870 milhões. Os envelopes serão abertos no dia 16 de outubro.

Hossi afirma que o MP-SP (Ministério Público de São Paulo) teria recebido uma notícia de que há indícios de que o edital licitatório já esteja direcionado a um determinado grupo econômico.

O parlamentar conseguiu a adesão de 12 vereadores. O pedido tem, além de sua assinatura, as dos parlamentares: Vinícius Gratti (PSB), Marcelo Silva (PSD), Mariana Conti (Psol), Gustavo Pettá (PCdoB), Tenente Santini (PSD), Pedro Tourinho (PT), Professor Alberto (PR), Bispo Fernando (REPUB), Carlão do PT, Gilberto Vermelho (PSDB), Edson Ribeiro (PSL) e Zé Carlos (PSB)

Segundo o Hossri, o acompanhamento é importante para evitar fraudes na concessão, cujos envelopes serão abertos no dia 16 de outubro. Segundo ele, o MP-SP (Ministério Público de São Paulo) teria recebido uma notícia de que há indícios de que o edital licitatório já esteja direcionado a um determinado grupo econômico.

“A denúncia recebida pelo MP mostra como é importante o acompanhamento de todo o processo licitatório que definirá a empresa responsável pelo transporte público”, disse ele.

O modelo

A Emdec dividiu a cidade em seis áreas operacionais, sendo que uma delas, a chamada Área Branca, só irá circular veículos não poluentes e que fará parte de uma das outras divisões. A estimativa é que trafeguem 207 veículos de energia branca na região central e entorno.

A operação também vai incluir a operação do BRT – corredores de ônibus exclusivos que vão ligar o Centro às regiões dos distritos do Ouro Verde e Campo Grande.

A frota tem pouco mais de 1, 1 mil ônibus que transporta cerca de 14 milhões de passageiros por mês.

Outro lado

A Emdec, empresa que gerencia o trânsito de Campinas, informou que há uma comissão que acompanha todo o processo licitatório. Diz ainda que a concessão cumpre os requisitos legais e é transparente.



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