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RMC tem avanço do coronavírus, queda no isolamento e divergência entre dados das prefeituras e do Estado

Dados estatísticos são essenciais para compreender diagnóstico e prognóstico, sobretudo avanço da doença

Eduardo Gurian, Band Mais

08h59 - 03/05/2020

Atualizado há 1 mês

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A taxa de isolamento social entre as cidades da Região Metropolitana de Campinas, calculada pelo Governo do Estado de São Paulo, vem caindo nos dias úteis. A última marcação, na quinta-feira passada, dia 30 de abril, apontou na média índices iguais e até inferiores ao período (20 de março) em que as cidades não estavam, ainda, em Quarentena (tabela A). Todas as cidades em que o Estado registra a taxa estão com índices inferiores a 50%, o que pode levar à prorrogação da quarentena na região, assim como na capital e Região Metropolitana de São Paulo. A região de Campinas, depois da capital, é a que apresenta taxas mais altas e avanço da doença no Estado. O alto índice de idosos nas cidades da região também deve ser levado em conta.

Quando se depara com uma doença nova, como é a covid 19, dados estatísticos são essenciais para compreender o diagnóstico e prognóstico, sobretudo o avanço da doença. No Brasil, o número de testes realizados ainda é muito pequeno. Só para ter uma comparação, o país que tem cerca de 210 milhões de habitantes realizou, até este sábado, dia 2 de maio, apenas 339 mil testes. Com cerca de 146 milhões de habitantes, a Rússia já realizou perto de 4 milhões de testes, e a Itália, com pouco mais de 60 milhões de cidadãos, mais de 2 milhões de testes. Na região de Campinas, portanto, não é diferente. Há cidades que não contam com mais de 300 testes para serem realizados, o que subnotifica, e muito, os dados do cenário real.

Outro ponto importante é a diferença entre os dados informados pela Prefeitura e os dados divulgados pelo Estado, o que pode significar um parâmetro contínuo de subnotificações e divergências entre os dados estatísticos, comprometendo a análise do cenário real da região (tabela B). Os motivos podem ser o local do registro do caso ou do óbito confirmado bem como a divergência do local de residência. A questão é saber como o Estado irá avaliar estes dados para as definições importantes da próxima semana.

A Região Metropolitana de Campinas, segundo estudos da Unicamp, tem apresentado taxas altas de crescimento de contágio (tabela C). Estes dados serão um dos parâmetros analisados pelo Estado, além das informações sobre os leitos disponíveis de UTI e respiradores, para, na próxima sexta-feira, dia 8 de maio, definir quais regiões do Estado terão medidas mais rigorosas na quarentena; as que irão continuar com a quarentena nos moldes atuais; e quais regiões que poderão iniciar um modelo controlado de distanciamento e regulamentação das atividades, num processo gradual de flexibilização.

¹Eduardo Gurian é jornalista, professor universitário com pós-graduação em Marketing e Negócios Internacionais. Atua na assessoria de Comunicação em órgãos públicos desde 2004.

6 Comentários

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  • André Luis disse:

    Excelente, reportagem! Parabéns a Band!
    O que nós precisamos é justamente de informações precisas para reconhecermos o quanto é delicado o que vivemos.

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