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Esporte

Ronaldinho Gaúcho fica preso no Paraguai após ser pego com passaporte falso

Os três responderão por uso de documentos públicos com conteúdo falso

Agência Brasil, Band Mais

06h46 - 07/03/2020

Atualizado há 4 meses

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Ronaldinho Gaúcho foi detido na noite desta sexta-feira por autoridades paraguaias, junto com seu irmão, Roberto de Assis, pelo uso de carteiras de identidade e passaportes adulterados no país. Os dois foram para uma cela da Agrupación Especializada da Polícia Nacional, instalação que recebe apenas alguns presos de maior relevância.

Os passaportes paraguaios que o ex-jogador de futebol Ronaldinho Gaúcho e seu irmão e empresário, Roberto de Assis Moreira, portavam ao ingressar no Paraguai na manhã de quinta-feira (4) são autênticos, mas foram preenchidos com informações falsas.

A afirmação é do promotor do Ministério Público do Paraguai, Federico Delfino. Ele informou que a origem dos documentos será investigada.

Ao conversar com jornalistas, Delfino confirmou que Ronaldinho, Assis e um terceiro brasileiro, o empresário que representa o ex-atleta no Paraguai, Wilmondes Sousa Lira, responderão por uso de documentos públicos com conteúdo falso.

Autoridades paraguaias contactaram órgãos oficiais do Brasil para verificar a situação documental de Ronaldinho. O motivo é que, em novembro de 2018, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) determinou que os passaportes do ex-jogador e de seu irmão fossem apreendidos até que uma multa, estipulada em 2015, por condenação por crime ambiental, fosse paga.

Em setembro, a dupla fez um acordo com o Ministério Público estadual (MP-RS), se comprometendo a pagar uma indenização superior a R$ 8,5 milhões para reaver os documentos. De acordo com o MP, as autoridades brasileiras consultadas informaram que a situação já foi regularizada – informação confirmada à Agência Brasil pela assessoria do MP-RS.

Abordados na noite dessa quarta-feira, horas após terem desembarcado no Paraguai, Ronaldinho ficaram em Assunção, sob custódia. Já Lira, foi detido, após policiais e promotores revistarem os pertences dos três brasileiros, e continua preso.

Passaportes falsos

Durante as buscas realizadas na suíte presidencial do Resort Yacht e Golf Club, na cidade de Lambaré, próximo à capital, Assunção, foram apreendidos, além dos passaportes falsos, cédulas de identidade falsificadas com dados pessoais de Ronaldinho e de Assis, além de aparelhos celulares.

De acordo com o Ministério Público paraguaio, os três afirmam terem viajado ao Paraguai à convite do dono do cassino Il Palazzo, o brasileiro Nelson Belotti. Já no país, foram procurados por representantes de uma fundação de assistência, a Fraternidade Angelical, que convidou Ronaldinho a participar de eventos beneficentes.

A reportagem não conseguiu contato com os representantes de Ronaldinho Gaúcho e de Roberto de Assis Moreira. Os números de telefones de contato associados a Wilmondes Sousa Lira na internet também não lhe pertencem.

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