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Sindicato diz que prefeitura age com falta de transparência sobre dados de servidores da saúde

Entidade afirma que a prefeitura tem de informar, por exemplo, o número de funcionários afastados pela doença

Rose Guglielminetti, Band Mais

11h01 - 02/07/2020

Atualizado há 1 mês

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O STMC, que representa os servidores da Prefeitura de Campinas, soltou ontem uma carta aberta em que denuncia a falta de transparência por parte da Administração municipal no fornecimento de dados sobre os servidores que trabalham na linha de frente no combate ao coronavírus. De acordo com a entidade, as informações deveriam ser enviadas pela prefeitura nos dias 20 e 30 de junho, mas não foram recebidos. As datas foram acordadas com o MPT (Ministério Público do Trabalho).

De acordo com o sindicato, a procuradora Clarissa Ribeiro Schinestsck, determinou no último dia 17 de junho, que a Prefeitura de Campinas passasse a informar a cada 10 dias uma relação com o número de profissionais de Saúde que estão afastados por covid-19, afastados por síndrome respiratória e profissionais da Saúde que vieram a óbito.

As informações deveriam ser encaminhadas pelo Município dias 01, 10, 20, 30 de cada mês.  Porém, o sindicato diz que o acordo não foi cumprido.

Outro problema apontado pelo sindicato é de que o governo Jonas Donizette não faz teste em massa em todos os servidores que trabalham no atendimento a pacientes co covid-19.


Na audiência, a Prefeitura se comprometeu incluir um representante do Sindicato em um grupo que está elaborando um plano de ação para testagem em massa dos servidores da Saúde. Entretanto, até hoje não houve nenhum contato de representantes da Secretaria de Saúde para a discussão desse tema com os representantes sindicais.

Na mesma audiência, o sindicato voltou a denunciar a Prefeitura de Campinas por dificultar que servidores do grupo de risco na área de Saúde consigam o afastamento do trabalho ou transferência para outra função. Os trabalhadores encontram dezenas de empecilhos para conseguir que as determinações do próprio governo sejam cumpridas.

A Prefeitura garantiu que iria, no prazo de 10 dias, emitir uma orientação para que as comissões julgadoras dos pedidos de afastamento de forma a padronizar a análise dos requisitos. Mas até agora nenhum documento foi emitido e encaminhado, informou o STMC.  

Segundo o sindicato, a prefeitura se comprometeu a incluir um representante da entidade que representante dos trabalhadores em um grupo que está elaborando um plano de ação para testagem em massa dos servidores da Saúde. Entretanto, até hoje não houve nenhum contato de representantes da Secretaria de Saúde para a discussão desse tema,diz os líderes sindicais.

Na mesma audiência, o sindicato voltou a denunciar a prefeitura por dificultar que servidores do grupo de risco na área de Saúde consigam o afastamento do trabalho ou transferência para outra função. “Os trabalhadores encontram dezenas de empecilhos para conseguir que as determinações do próprio governo sejam cumpridas”, escreve o sindicato em nota oficial.

Outro lado

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde informou que tem realizado todas as ações necessárias e pertinentes para garantir a segurança dos trabalhadores de saúde neste momento de pandemia, com orientações, fornecimento de EPI e treinamentos necessários a garantia de segurança no trabalho. “As mesmas ações são realizadas in loco, por vídeoaulas e protocolos disponibilizados sistematicamente e divulgados através do site: www.covid-19.campinas.sp.gov.br, sendo que foi publicado o Protocolo de Testagem Covid-19 (Prevenção e Monitoramento de Saúde dos Profissionais de Saúde da Rede Municipal de Saúde) Edição 1 – junho de 2020. Este protocolo, inclusive, foi discutido conjuntamente com o Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal de Campinas e Ministério Público do Trabalho para mitigar e resolver as demandas dos trabalhadores.”

Em relação ao afastamento de profissionais, a Secretaria Municipal de Recursos Humanos em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde está elaborando e atualizando constantemente as normas para garantia de condições adequadas relacionadas à saúde do trabalhador.

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