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Sindicato dos Rodoviários pede aumento de frota em Sorocaba

Urbes e empresas do transporte público também se manifestaram

Band Mais

07h56 - 10/04/2020

Atualizado há 1 mês

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Nesta semana, o Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba e Região em nota, pediu aumento da frota de ônibus em Sorocaba, para evitar aglomerações. Segundo nota do Sindicato: “… diante do número crescente de passageiros em circulação no transporte urbano de Sorocaba, o que vem gerando constantes aglomerações de pessoas no interior dos ônibus e, consequente, possibilidade de contágio pelo novo coronavírus (Covid-19), solicitou às empresas do transporte urbano de Sorocaba e à Urbes – Trânsito e Transportes o aumento da frota de ônibus em operação, em especial nos horários de pico”.

Ainda, segundo a nota do Sindicato: “O Sindicato dos Rodoviários avalia que o aumento no número de passageiros está relacionado a alguns fatores: a) a ampliação, por decreto, das categorias essenciais que devem permanecer em atividade durante o período de quarentena determinado pelo poder público; b) a pressão de parte do empresariado que vem forçando seus funcionários a voltarem a trabalha; c) a falta de ações mais rígidas por parte do poder público local para manter as pessoas em isolamento social e coibir a circulação desnecessária; d) as atitudes de Jair Bolsonaro confundem a população sobre a necessidade do isolamento social como forma de proteção contra a contaminação pelo novo vírus”.

O Sindicato afirma que: “as empresas estão resistentes em ampliar a frota de ônibus em circulação nas ruas e falta compreensão ao poder público sobre a gravidade do problema”.

De acordo com o Sindicato, “em um primeiro momento, avalia que a solução do problema de aglomeração passa pela ampliação da frota de ônibus em operação. Porém, reafirma seu posicionamento primeiro de respeito às autoridades de Saúde brasileiras e mundiais que orientam pelo isolamento social como a ação mais eficaz para conter a disseminação do novo coronavírus e, dessa forma, impedir o colapso do sistema de Saúde e, consequente, ampliação de mortes”.

Por fim, o Sindicato dos Rodoviários informa que, diante da falta de ação do poder público e em preservação à saúde da categoria e da população, está orientando os trabalhadores em transportes a respeitarem rigorosamente os decretos em vigor que determinam o transporte apenas de passageiros sentados nos bancos dos coletivos, como forma de impedir aglomerações. Dessa forma, o Sindicato dos Rodoviários pede a compreensão dos passageiros. Se o ônibus não parar no ponto para o embarque é porque, provavelmente, já está com lotação de banco. Neste caso, o Sindicato solicita aos passageiros que cobrem do poder público a ampliação da frota de ônibus em circulação”.

Consor e STU

Em nota, o Consore a STU, empresas de transporte coletivo de Sorocaba, informam que “… referente ao aumento na frota de veículos, é importante explicar que essa é uma definição que compete ao município de Sorocaba (poder concedente). Logo, o crescimento da frota é uma atribuição da autoridade municipal e não do Sindicato.

Reiteramos que, conforme ordem de serviço acordada, o Consore a STU seguem suas atividades com 40% da frota em horários de pico e, em caso de necessidade, tal percentual poderá ser revisto pelo poder público restando às empresas o seu efetivo cumprimento. As empresas de ônibus seguem abertas para o diálogo e estão à disposição para esclarecimentos”.

Urbes

Diante da manifestação feita pelo Sindicato dos Rodoviários, “a Urbes – Trânsito e Transportes reafirma que a regulação do serviço prestado à população compete à essa empresa pública e que não há legitimidade nas ações do sindicato ao fazer alterações ou paralisações”.

Segundo a nota, “a Urbes trabalha mais uma vez na mediação entre empresas e sindicato buscando preservar o direito de acesso ao transporte público das pessoas que trabalham nos serviços essenciais, nesse momento de pandemia e de calamidade pública. O entendimento entre Prefeitura de Sorocaba, por meio da Urbes, empresas concessionárias e sindicato, busca garantir ônibus para os profissionais que executam tarefas nas áreas essenciais, direcionando esforços para o cidadão, garantindo a manutenção da saúde física e econômica do município, além de seguir as recomendações do Ministério Público”.

Ainda, de acordo com a nota, “Neste momento, ações arbitrárias e ou ideológicas que inviabilizem e impeçam o sistema de funcionar; os motoristas de trabalhar e o atendimento às ordens de serviço emitidas para as empresas concessionárias, registram um ato de imprudência e negligência com saúde da população – podendo ensejar em mortes – afinal o momento deve ser de coalizão entre todas as forças políticas e sociais, a fim de que possamos combater esse mal que assola o mundo todo”.

“Decretos publicados pelas as autoridades governamentais, das três esferas públicas, reforçam a necessidade, mais uma vez, de que a saúde da população seja preservada, e também versam sobre a redução na quantidade de veículos do transporte coletivo, como medida e orientação, tantas vezes repetidas, para que as pessoas fiquem em casa. No entanto, no presente momento, o sindicato se posiciona contra essa determinação, e sem planejamento algum, solicita que o serviço opere com 80% da frota, incentivando indiretamente que as pessoas voltem a sair e a ter contato social”, diz a nota.

Ainda, segundo a nota: “Mais uma vez ressaltamos que não há espaço para ações arbitrárias e ideológicas que vão contra a necessidade de manutenção da saúde de toda a população. No início do período de quarentena, a Urbes se colocou à disposição das partes e iniciou as discussões entre as partes solicitando a manutenção do serviço de transporte coletivo na cidade. No entanto, o sindicato iniciou discussões com as empresas operadoras solicitando a diminuição da frota circulante, posteriormente, sem qualquer critério, paralisou 100% do serviço público, na sequência ainda descumpriu a liminar do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), provocando um fluxo de atendimento menor do que o determinado pela Justiça, e mais uma vez o sindicato usa de argumentos infundados e de manobras ideológicas para defender unilateralmente a própria entidade, se esquecendo de toda a população e dessa forma  levando à instabilidade social e muitos prejuízos à estrutura pública de serviços à população”

Para finalizar a nota, a Urbes afirma que: “A fim de evitar mais prejuízos à comunidade sorocabana, com novas ameaças de outra paralisação total, a Urbes, na legitimidade de suas ações, busca, mais uma vez, a mediação, o diálogo e de maneira técnica, apresenta propostas para garantir o serviço nesse momento tão difícil para todos os setores da sociedade. Entendemos que todos devem pensar na população e naqueles que precisam trabalhar nos serviços essenciais e por conta da pandemia do COVID-19, principalmente empresas e sindicato. Este não é um jogo, não é um momento de medir forças. É um momento de preservar a saúde da população e de se salvar vidas! Tenhamos todos consciência e equilíbrio para isso, afinal, o que será de nós se todos quiserem parar?”

Receita das empresas

Na quarta-feira (08/04), as empresas de transporte coletivo Consor e STU, comunicaram, em nota, que realizaram mais uma reunião de negociação para explicar ao Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba e à Prefeitura sobre a situação de receita das empresas.

“Devido à crise gerada pela pandemia do Covid-19, o número de usuários do transporte público caiu drasticamente e impactou fortemente a arrecadação. Tivemos uma perda de 50% na receita de março. Neste mês de abril, estamos conduzindo 10% dos passageiros que transportávamos”.

Ainda, segundo a nota: “Mesmo com um cenário delicado, seguimos cumprindo com nossas obrigações e honramos:

·        Salários integralmente;

·        Vale-refeição semanal;

·        Convênio médico e odontológico;

·        Adicional noturno;

·        Café-da-manhã diário;

·        Cestas básicas para todos os colaboradores

Para realizar essas ações, contamos com parte do pagamento efetuado pela Prefeitura para as empresas de ônibus.”

Também, de acordo com a nota: “Por motivo de força maior, em caráter de exceção, fizemos uma proposta para pagar:

·        Horas extras do mês de março;

·        Participação de Lucros e Resultados (PLR) e o Prêmio por Tempo de Serviço (PTS) em um futuro próximo, quando tudo for normalizado”

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