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Sorocaba terá transporte público nas primeiras horas de quarta-feira

Houve reunião com representantes das empresas

Band Mais

18h35 - 31/03/2020

Atualizado há 2 meses

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Muitos sorocabanos estão apreensivos em relação a uma nova paralisação do transporte público em Sorocaba.

No final da tarde desta terça-feira (31/03), o Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba e Região, em nota, disse que não irá paralisar o transporte nas primeiras horas de amanhã, 1º de abril.

Na nota, o Sindicato informa que: “esteve reunido na tarde desta terça-feira, 31, com representantes das empresas de transporte urbano de Sorocaba e os mesmos afirmaram que estão empenhados em comprar os equipamentos de proteção individual para a categoria, porém estão encontrando dificuldade para achar a quantidade necessária a todos os trabalhadores que estão operando o transporte urbano. As empresas também se comprometeram a não mais permitir a falta de álcool gel, como ocorreu ontem (30)”.

Diante do compromisso firmado pelas empresas e reconhecendo que as mesmas estão empenhadas em comprar os EPIs, o Sindicato dos Rodoviários, segundo nota, não irá paralisar o transporte nas primeiras horas de amanhã, 1º de abril. “Caso as empresas não achem EPIs em número suficiente para proteger todos os motoristas que estão em atividade, ao longo do dia, há possibilidade de diminuição de alguns carros do transporte urbano”, complementa nota do Sindicato.

Equipamentos de proteção individual

A questão de uma possível paralisação começou a ser divulgada na manhã desta terça-feira (31/03) quando o Sindicato notificou as empresas em relação à falta de equipamentos de proteção individual. De acordo com nota do Sindicato, enviada pela manhã, “as empresas de transportes urbano, rodoviário e fretamento de Sorocaba e região não forneceram, até o momento, todos os equipamentos de proteção individual (EPI’s) para proteger os trabalhadores em transportes da contaminação pelo novo coronavírus (Covid-19). Luvas e máscaras nunca foram fornecidas e, em algumas, até o álcool gel faltou, como ocorreu ontem [30/03] no transporte urbano de Sorocaba”

Ainda, segundo a nota, “diante dessa grave situação e em não tendo sucesso na negociação direta com as empresas, o Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba e Região está protocolando notificação nas empresas na manhã desta terça-feira, 31, para que elas forneçam os EPI’s em um prazo de 24 horas para salvaguardar a integridade física e a saúde dos trabalhadores nesta pandemia”.

“Caso os EPI’s não sejam fornecidos no prazo estipulado, os trabalhadores irão paralisar as atividades e não terá saída de veículos para atendimento à população”, afirma o Sindicato em nota, na qual o Sindicato diz ainda que em relação ao transporte urbano, também está protocolando comunicado sobre essa decisão no poder público das respectivas cidades.

Fornece álcool em gel e luvas

As empresas Consor e STU também se manifestaram em nota. “Diferentemente do que afirma o Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba sobre a não disponibilização de equipamentos de proteção individual (EPIs) por parte das empresas de ônibus da cidade, o *CONSOR* e a *STU* vêm a público esclarecer que desde o início dos trabalhos durante o período de quarentena têm fornecido álcool gel e luvas para seus colaboradores. 
Repudiamos essa afirmação do Sindicato, pois ela é infundada. Estamos trabalhando conforme as orientações dos órgãos de saúde pública para que os serviços sejam realizados com segurança e preserve a vida de todos.
Diante do atual cenário de controle na disseminação do novo coronavírus (Covid-19), o transporte público é um serviço essencial, razão pela qual precisamos de uma frota mínima para atender os deslocamentos de profissionais que estão trabalhando nas áreas da *saúde* (hospitais, clínicas, farmácias e clínicas odontológicas), *alimentação* (supermercados, padarias e açougues), *abastecimento* (posto de combustíveis, transportadora, oficinas de automóveis e motocicleta), *comércio* (lojas de pet shop e bancas de revista), *finanças* (bancos e lotéricas) e *segurança pública*. 
Esclarecemos também que, de acordo com as diretrizes da Organização Mundial de Saúde e do Ministério da Saúde, o uso de máscara não é recomendado para pessoas saudáveis. Sendo assim, não há obrigatoriedade do uso da mesma nestes casos. Essa informação foi esclarecida ao Sindicato no dia 27 de março de 2020 por meio de Ofício.
Importante consignar que, mesmo sem obrigatoriedade, as empresas têm diariamente procurado comprar máscaras para uso de seus colaboradores, mas, em função da grande procura não as tem encontrado.
Reiteramos o nosso compromisso com a prestação de serviço e o bem-estar coletivo e nos colocamos à disposição para esclarecer quaisquer dúvidas que possam existir.
Posto isto, entendemos que qualquer eventual paralisação será despida de nenhum fundamento legal e o que é pior, trará prejuízo imensurável àqueles que mais precisam do transporte público para o efetivo combate à pandemia. Sejam eles, profissionais de saúde, segurança ou a população que se dirige as unidades de saúde, farmácia, supermercados”.

Serviço preservado

A Urbes, em nota, afirma que tomou ciência, por meio da imprensa, das intenções do sindicato em forçar nova paralisação do transporte coletivo. A justificativa seria pelo possível não fornecimento de EPIs aos motoristas, informação esta não confirmada pelas empresas STU e Consor.  

A Urbes mantém sua postura, mediante a necessidade de que todas as tratativas e medidas necessária sejam adotadas, pelas empresas e sindicato, a fim de que o serviço de transporte coletivo seja preservado, bem como a manutenção do atendimento aos trabalhadores dos serviços essenciais, enquanto durar o período de quarentena.

Cida Haddad/ Eko Digital

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