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Sorocaba continua sem transporte público

"É possível que o transporte fique parado em definitivo a partir desta sexta-feira, 24", diz o Sindicato em nota

Band Mais

19h58 - 24/04/2020

Atualizado há 1 mês

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O impasse no transporte público continua em Sorocaba e o transporte está paralisado. Em nota, o Sindicato dos Rodoviários afirmou à tarde que as empresas CONSOR e STU, “de forma totalmente irresponsável e intransigente, estão fazendo demissão em massa por meio de telegrama, diante desse gravíssimo fato os trabalhadores em transportes estão se recusando a retornar à atividade às 16 horas, como previsto no início do protesto por causa de falta de pagamento de salário”.

Segundo o Sindicato, na mesma nota, “é possível que o transporte fique parado em definitivo a partir desta sexta-feira, 24”.
“O Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba e Região está atuando para resolver a situação e restabelecer a operação do transporte, mas a atitude irresponsável das empresas, que não pagaram o salário completo referente ao mês de março, não pagaram adiantamento salarial no dia 20 deste mês e agora tentam demitir por telegrama, só dificulta ainda mais um entendimento. O Sindicato dos Rodoviários está aguardando um parecer do poder público que, até o presente momento, não apresentou uma posição sobre como resolver a situação da falta de pagamento e, agora, mais grave ainda, das demissões por telegrama”, diz a nota.
Ainda quanto à nota, “se permanecer esse quadro, repetimos, existe a grande possibilidade da operação do transporte ficar paralisada por tempo indeterminado a partir desta sexta-feira, 24”

O Consor e a STU, em nota, “pedem desculpas à população sorocabana pela falta de transporte na cidade e esclarece que também foram surpreendidos pela ação de paralisação feita pelo Sindicato dos Rodoviários”
“Conforme informamos nos últimos dias, estamos enfrentando uma grave situação de arrecadação devido à pandemia do Covid-19. O isolamento social gerou a queda no transporte de passageiros e, consequentemente, impactou no faturamento das empresas. Recebemos o apoio financeiro da Prefeitura que ajudará somente em parte do pagamento das despesas referente a circulação de 40% da frota, porém para os 60% restantes não há recurso disponível em caixa”, explica a nota.
Quanto às dispensas, as empresas também se manifestaram. “Diante da realidade e contrário à vontade das empresas, não temos outra opção senão dispensar parte dos colaboradores. Lamentamos profundamente essa medida, mas foi a única solução encontrada para que alguns postos de trabalho sejam preservados e evitemos o fechamento total da operação pela falta de subsídio. Pela vontade das empresas, todos estariam trabalhando e recebendo seus pagamentos corretamente como lhes é de direito. No entanto, as consequências da pandemia estão indo muito além de afetar a saúde física dos brasileiros. Agora, é a saúde da economia que está adoecendo”.
A Medida Provisória 936/20 também foi citada. “Aproveitamos a oportunidade para explicar que o Sindicato aceitou o acordo com base na Medida Provisória 936/20 para a redução de salarial conforme a carga horária de trabalho. Porém, a entidade deseja que o rodoviário trabalhe metade e exige que receba a remuneração total. O que não é possível pela falta de caixa das empresas. A proposta colocada pelas empresas é a condição possível para o atual momento*.  
“O Consor e a STU repudiam a situação de violência e depredação ocorrida na garagem da STU na tarde de hoje (24/4) e reafirma o posicionamento de que soluções devem ser buscadas por meio do diálogo e da união. Para nós, cada profissional representa uma família e sabemos que todos são importantes, por isso, seguimos firmes com o propósito de fazer o melhor dentro das nossas possibilidades e deveres.

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