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Justiça decreta prisão de vereador de Paulínia

Processo é sobre golpe em compra e venda de terrenos em Paulínia

Band Mais

11h43 - 07/11/2019

Atualizado há 4 meses

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A Justiça decretou a prisão preventiva do vereador Tiguila Paes (Cidadania), de Paulínia, num processo denunciado pelo Ministério Público sobre golpe em vendas de terrenos na cidade.

Ele tem até às 12h para comparecer à Delegacia Seccional de Campinas. Os advogados dele já foram informados do pedido de prisão.

De acordo com o MP, o grupo simulou a venda de casas no Residencial Pazetti e em outros empreendimentos. As vítimas teriam sido atraídas pelo preço acessível e possibilidade de pagamento teriam sido enganadas e acabaram lesadas.

De acordo com a Promotoria, a participação de Tiguila e de funcionários públicos é que tornaram a negociação possível. Os fatos ocorreram entre os anos de 2014 e 2015.

O MP afirma ainda que os réus passaram a ocultar o patrimônio adquirido mediante a venda destes terrenos.

“Eles depositaram e movimentaram o dinheiro entregue pelas vítimas em suas contas bancárias e adquiriram bens. A dissimulação do patrimônio obtido de forma ilícita foi desvendada a partir da quebra do sigilo bancário e fiscal dos denunciados”, diz a nota do MP.

O bloqueio dos bens visa a, dentre outros fins, garantir o ressarcimento das pessoas lesadas, ao final do processo.

À época, o vereador disse que era vítima do processo “contaminado por armações e acusações falsas contra mim e a minha família”. Ressaltou ainda que tem áudios que comprovariam a armação. “Não divulguei ainda porque aguardei que a Justiça fosse feita”, disse ele.

Afirmou que os seus advogados tomariam as medidas cabíveis para que a verdade venha à tona. “Tenho plena confiança em Deus e na Justiça que serei absolvido e os verdadeiros culpados identificados e punidos nos rigores da lei.”

Outro lado

O advogado Juan Felipe Camargo Coimbra de Souza disse que foi informado na manhã desta quinta-feira (07/11). Segundo ele, o golpe existiu e algumas pessoas foram lesadas. Mas em nenhum momento o nome do parlamentar foi citado como envolvido no caso. “Temos provas de que ele não participou de nada disso. Foi uma armação para colocar o nome do vereador”, disse Souza.

Segundo o advogado, há uma perseguição política contra o parlamentar. “Demonstrei por meio de documentos que o dinheiro do meu cliente é licito. Tenho gravações que demonstram que tudo o que foi denunciado foi uma armação para condenar o meu cliente. Há uma caça às bruxas”, disse ele.

Ele disse que o seu cliente está viajando desde ontem (07/11).

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