menu 25-anos
facebook
publicidade
publicidade
Compartilhe

Comunicação Urbes

Notícias

Transporte público é paralisado novamente em Sorocaba

Sindicato não descarta paralisação total

Band Mais

19h16 - 23/04/2020

Atualizado há 1 mês

Compartilhe whatsapp facebook linkedin

Na tarde desta quinta feira, durante quase quatro horas, os sorocabanos ficaram sem transporte público. Os trabalhadores em transporte urbano realizaram um protesto por falta de pagamento de salário e, segundo o Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba e Região, por causa da intransigência das empresas Consor e STU na negociação. Os profissionais também realizaram uma assembleia.
Em nota, o sindicato afirma que as empresas, que não pagaram o salário completo referente ao mês de março, agora também não pagaram o adiantamento salarial no dia 20 deste mês. “O protesto aconteceu porque os trabalhadores estão praticamente sem salário e estão trabalhando diariamente, correndo alto risco de contaminação pelo novo coronavírus”, afirmam os representantes do Sindicato.
Ainda em nota, o Sindicato afirma que … “ao contrário do que as empresas divulgam, o Sindicato aceitou a adoção de acordo de trabalho conforme a Medida Provisória 936 com ressalvas, conforme está fechando com diversas empresas”.
Também na nota, o Sindicato afirmou que a categoria aprovou que, caso a questão salarial e do acordo para este período de pandemia não sejam resolvidos, irá intensificar os protestos nos próximos dias e a paralisação total do sistema não está descartada.

Assim que começou a paralisação, a Urbes – Trânsito e Transportes informou que o sistema de Transporte Coletivo municipal foi paralisado por volta das 12 horas pelo Sindicato dos Rodoviários. Em contato com a diretoria do sindicato, a Urbes foi informada que a paralisação tem o objetivo de reunir os trabalhadores em assembleia para definir questões trabalhistas.

Queda de arrecadação

As empresas de transporte de ônibus de Sorocaba, Consor e STU entendem a pausa realizada na tarde de hoje (23/04) pelos profissionais rodoviários e explica que devido à queda de arrecadação causada pela pandemia, a situação impactou diretamente no pagamento do adiantamento de salário (vale) do dia 20/04. 
Em nota, as empresas esclarecem que as empresas não são intransigentes. “Pelo contrário, neste período de pandemia estamos acumulando um prejuízo que já se aproxima dos R$ 20.000.000,00 milhões. As medidas propostas por parte das empresas de ônibus têm a finalidade de preservar o serviço prestado e os postos de trabalho. Logo, demonstra o nosso compromisso com a população da cidade e também com os colaboradores.
Diante da realidade a qual estamos passando, buscamos junto ao município uma nova forma de pagamento para que pudéssemos remunerar 100% dos nossos funcionários. A proposta da Prefeitura ajudará somente em parte do pagamento das despesas referente a circulação de 40% da frota.
Mesmo com o suporte da Prefeitura para manutenção e pagamento das despesas relativas a 40% da circulação da frota, ainda teremos um prejuízo estimado na ordem de R$ 7.734.000,00 milhões. Isso prevendo que a partir do dia 11 de maio, data estabelecida pelo Governo do Estado de São Paulo para o fim do isolamento social, o sistema funcionará com sua plena arrecadação”. 
Demissão foi citada na nota. “Embora estejamos unindo esforços para que tudo seja solucionado da melhor maneira possível, aos 60% restante não teremos outra providência senão demitir, pois não há recurso disponível. 
Referente à Medida Provisória 936/20, o Sindicato aceitou a redução da jornada de trabalho de 100% para 50%. Porém, em relação a remuneração, reivindicam o recebimento de 100%, ou seja, querem trabalhar metade e receber o total. Isso não é viável, nem pelas empresas e nem tampouco ao erário público.  O Consor e a STU reforçam que seguem abertas ao diálogo permanente e lamentam profundamente a situação a qual chegou o transporte coletivo da cidade devido a pandemia do Covid-19″.

Cida Haddad/ Eko Digital

0 Comentário

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios.

publicidade
publicidade
publicidade