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Blog da Rose

Unicamp prevê corte no atendimento à saúde caso projeto que tira verba das universidades seja aprovado

Reitor disse que 2/3 da receita da universidade é gasta com a Saúde

Rose Guglielminetti, Blog da Rose

16h57 - 19/08/2020

Atualizado há 1 mês

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O reitor da Unicamp, Marcelo Knobel, disse que as universidades paulistas foram surpreendidas com a possibildidade de perder recursos e prevê, caso o projeto de do governo estadual de reforma administrativa seja aprovado pelos deputados estaduais, cortes em atendimentos hospitalares, bolsas de auxílio e pesquisa, além da educação. De acordo com a proposta, as universidades e institutos de pesquisas terão de devolver verbas que sobrarem no fim do ano ao Estado. O projeto prevê ainda as extinção de cerca de 12 autarquias estaduais.

Se a lei já fosse aprovada, a Unicamp teria de devolver R$ 48 milhões de verba patrimonial. É justamente desta sobra de anos anteriores que a universidade tem sobrevivido com a queda, nos últimos anos, do repasse do ICMS. O que a Unicamp recebe é insuficiente para pagar as despesas. Hoje, o saldo patrimonial é de R$ 450 milhões, suficiente para custear as despesas da universidade em dois meses. “Graças a essa reserva a Unicamp conseguiu sobreviver nos últimos anos porque temos registrado déficits orçamentários desde 2014. No ano passado, conseguimos reduzir bastente esse saldo negativo” explicou ele.

Segundo Knobel, as universidades enfrentam uma crise financeira e viram as despesas aumentarem com a pandemia da covid-19. Segundo ele, a Unicamp, por exemplo, gasta 2/3 da receita para custear a saúde. A folha de pagamento gira em torno de R$ 170 milhões.

Outro problema apontado pelo reitor é a perda de autonomia das universidades, garantido por lei. “Vai acabar com o planejamento dentro da universidade. Programamos obras e investimentos em cima da verba que temos. Como vamos planejar uma obra se não saberemos quanto teremos?”, questiona ele, acrescentando que o projeto é “um ataque à autonomia das universidades”.

O reitor disse que “tem passado os dias com os deputados” para convencê-los a retirar o artigo 14 – que determina a devolução das verdas das universidades para o Estado.

Governo

O vice-governador, Rodrigo Garcia (DEM), negou,durante entrevista coletiva nesta quarta-feira, que o governo estadual tem a intenção de retirar a autonomia das universidades. “Reafirmo o compromisso de manutenção da autonomia das universidades. Não vaos mexer no orçamento. O que queremos é utilizar a sobra para que o Estado faça melhor uso”, disse ele.

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