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Divulgação/Instituto Butantan

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Vacina mais barata contra pneumonia é testada em humanos

Estudo tem participação de pesquisadores do Instituto Butantan e da Universidade de Harvard, dos Estados Unidos

Band Mais

12h48 - 15/02/2020

Atualizado há 4 meses

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Uma nova vacina contra pneumonia, mais barata e eficaz que as versões atualmente usadas no Brasil, está sendo testada em humanos. Desenvolvida por pesquisadores do Instituto Butantan e do Boston Children’s Hospital, da Universidade Harvard, dos Estados Unidos, a formulação protege o organismo contra todos os sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, causadora da doença

De acordo com o Governo de São Paulo, a parte inicial da pesquisa, foi apoiada pela Fapesp. Os testes clínicos de fase 1 e 2 foram realizados na África sob a coordenação da equipe de Harvard, com apoio da Fundação Bill & Melinda Gates e do Program for Appropriate Technologies in Health (PATH), organização norte-americana sem fins lucrativos dedicada a desenvolver inovações que salvam vidas e melhoram a saúde.

“Foram mais de dez anos de pesquisa até chegar a essa vacina celular. Inicialmente, investigamos proteínas que poderiam ser usadas como alvo. Ao longo do percurso, surgiu a proposta da vacina celular. Desenvolvemos então o processo de produção, mudamos o adjuvante [substância capaz de potencializar a resposta imune] e até a via de administração. Pretendíamos criar uma vacina intranasal, mas percebemos que o produto seria mais eficiente pela via intramuscular”, explica Luciana Cezar de Cerqueira Leite, pesquisadora do Laboratório Especial de Desenvolvimento de Vacinas do Instituto Butantan, à Fapesp.

Sorotipos

Estima-se que existam em todo o mundo mais de 90 sorotipos de S. pneumoniae, que, além de pneumonia, causa doenças como meningite, otite e sinusite.

Nas vacinas convencionais, essa combinação de moléculas vai determinar o antígeno que, quando introduzido no organismo, induz a formação de anticorpos. Já o produto desenvolvido no Instituto Butantan é capaz de ativar a resposta imune independentemente do sorotipo bacteriano.

Preço

Uma da vacina celular está no preço. “Embora seja difícil definir valores antes que o imunizante seja aprovado e comece a ser produzido, estima-se algo próximo a US$ 2 [R$ 8,7]. Atualmente, a vacina polissacarídica [13-valente] custa cerca de US$ 60 [R$ 261] na rede privada e US$ 15 [R$ 65] no Sistema Único de Saúde”, disse a pesquisadora, segundo portal do governo de São Paulo.

A redução no preço está atrelada à menor complexidade do processo produtivo.

Já o novo imunizante pode ser produzido em até dois meses, de acordo com Luciana Cezar de Cerqueira Leite. Já foram concluídas a primeira (análise de segurança e toxicidade) e a segunda fase (análise de imunogenicidade) dos ensaios clínicos.

A terceira fase dos testes clínicos, ainda sem previsão para começar, envolve um número maior de pessoas e testa efetivamente a eficácia da vacina por meio da comparação entre uma população imunizada e outra que recebeu apenas placebo.

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