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Doado à Unicamp: acervo registra a história de Campinas

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15h57 - 21/12/2021

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Charles Platiau/Reuters

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Cortes de verbas para a ciência e exposição de crianças e adolescentes na internet foram temas da redação do Vestibular Unicamp 2022

Provas da segunda fase são aplicadas em 22 cidades do país

Provas da segunda fase são aplicadas em 22 cidades do país

Roberta Mourão,

15h40 - 10/01/2022

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Teve início neste domingo (9) a segunda fase do Vestibular Unicamp 2022. Além da prova de redação, os candidatos responderam as questões dissertativas de Língua Portuguesa e Literaturas em Língua Portuguesa. O exame foi aplicado em 22 cidades, sendo 16 municípios do interior paulista e seis capitais de Estado. O índice geral de abstenção do primeiro dia de provas foi de 12,7%, sendo que 1.645 candidatos não compareceram em um total de 12.938 aprovados para a segunda fase. Na região de Campinas, o índice foi de 11,5%. As maiores abstenções foram registradas em Fortaleza (28,8%) e Belo Horizonte (22,9%). 

De acordo com José Alves de Freitas Neto, diretor da Comissão Permanente para os Vestibulares (Comvest), o índice está dentro do esperado para esta edição do vestibular. “Tínhamos uma expectativa de abstenção entre 10% e 15%. A média dos últimos dez anos foi de 11,2%. Essa elevação já era esperada em razão do coronavírus. Recomendamos aos candidatos com sintomas de Covid que não comparecessem. No caso de Belo Horizonte, pessoas que precisaram viajar encontraram estradas fechadas por causa das chuvas na região”, esclarece. Freitas Neto também informou que não houve intercorrências que mobilizassem atendimento por telemedicina durante a aplicação da prova. Apenas em Santos um candidato apresentou sintomas de problemas respiratórios. Ele foi encaminhado a uma sala especial, em isolamento, sem prejuízo para a realização do exame.

Neste ano, o vestibular da Unicamp oferece 2.540 vagas em 69 cursos de graduação dos campi de Campinas, Limeira e Piracicaba. O caderno de prova e os índices de abstenção registrados nas 22 cidades estão disponíveis no site da Comvest. As respostas esperadas pelas bancas de avaliação devem ser divulgadas pela Comissão a partir do dia 13 de janeiro. 

“Diversidade de fontes do debate público é marca da nossa prova”

As propostas de redação deste ano trouxeram questões da atualidade e inovaram nos formatos de construção textual solicitados aos candidatos. Na primeira proposta, o candidato deveria escrever um post extenso para redes sociais, como se fosse um influenciador digital de 15 anos, posicionando-se sobre o trabalho e a exposição de crianças e adolescentes na internet. Já na segunda proposta, pedia-se um manifesto coletivo de estudantes a respeito dos cortes de verbas para a pesquisa científica, a ser lido durante a reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). 

“A principal identidade do vestibular da Unicamp é sua prova de redação. Ela nos diferencia dos demais vestibulares do país. Fomos pioneiros na proposta de uma redação mais ousada. Isso valoriza a leitura e a produção textual, no sentido de que não existem fórmulas prontas. Um ‘textão’ ou um manifesto são usos de linguagem que ultrapassam o vestibular”, comenta Freitas Neto. Ele também pontua a importância da segunda proposta como forma de inserir os candidatos nas discussões que permeiam a vida universitária: “Trazer os cortes na ciência para a prova é uma maneira de discutir com aqueles que aspiram estar na Unicamp um assunto que diz respeito ao presente e ao futuro do nosso país”. 

Além da redação, os candidatos responderam a oito questões de Língua Portuguesa e Literaturas em Língua Portuguesa e a duas perguntas de Língua Inglesa. Elas trouxeram conceitos como alegoria e antítese em produções literárias de Lygia Fagundes Telles e Luís de Camões, trechos de roteiros e sinopses cinematográficas e relações de intertextualidade entre um poema de Alphonsus de Guimaraens e uma canção do rapper Emicida. A prova também apresentou o debate sobre a presença da xenofobia na linguagem, a partir de discussões travadas no Twitter entre influenciadores digitais. 

“O recurso a textos que circulam em redes sociais ocorre não por modismo, ou por uma suposta fácil adesão dos jovens à prova, mas pelo fato de que o debate social sobre temas importantes passa por essas redes. A diversidade de fontes e de arenas do debate público sobre questões contemporâneas é uma marca de nossa prova”, argumenta Márcia Mendonça, coordenadora acadêmica da Comvest. 

Candidatas ao curso de Administração, as jovens Kelly da Silva Souza (17) e Vitória do Prado (19) gostaram dos temas da redação. “Eu me identifiquei muito com a primeira proposta, mas os dois temas são interessantes. Os textos motivacionais também eram bem abrangentes, e acho que muitos candidatos puderam se identificar”, comenta Vitória, natural de Sumaré. Para Kelly, vinda de Hortolândia, não é comum que esse tipo de texto seja cobrado nos vestibulares do país: “Fiquei surpresa, pois esperava um formato mais tradicional e um tema mais complexo. Vim para a prova com o parâmetro da proposta de redação do Enem. Esperava algo semelhante, mas fiquei surpreendida e gostei bastante”, relata. 

Nesta segunda-feira (10), os candidatos farão as provas de conhecimentos específicos, conforme sua opção de curso, além de questões de matemática e interdisciplinares de Ciências Humanas e Ciências da Natureza. A Comvest orienta aos estudantes que cheguem aos locais de prova às 12h (horário de Brasília), lembrando que o início do exame é às 13h. A duração das provas é de cinco horas, sendo permitida a saída a partir das 15h.