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20h29 - 03/06/2020

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Charles Platiau/Reuters

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O que você precisa saber antes de contratar um seguro

Seguradoras movimentaram R$ 270 bilhões no ano passado

Seguradoras movimentaram R$ 270 bilhões no ano passado

, Band Mais

12h00 - 26/09/2020

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A pandemia aumentou a procura do brasileiro por seguros que tragam alguma segurança financeira para casos de doenças, invalidez, desemprego ou para proteger a família em caso de morte. Mas o que deveria ser a solução para muitos problemas pode se tornar uma grande dor de cabeça, caso o plano ou a seguradora não sejam escolhidos com cautela. 

“São diversos os tipos de seguro e de seguradoras, se a pessoa não verificar bem o que está sendo contratado, pode pagar por muito tempo e, quando mais precisar, não receber nenhum centavo”, alerta o gestor de riscos financeiros, Yuri Utida.

O mercado segurador, mais especificamente o ramo vida, registrou crescimento de dois dígitos ao longo dos últimos anos. A receita anual do setor segurador apresentou em 2019 a maior taxa de crescimento desde 2012, com uma evolução nominal de 12,1%, totalizando R$ 270,1 bilhões. O segmento de vida individual cresceu 71,2%.

O especialista explica que é preciso tomar cuidado com consultores que só estão focados em cumprir metas e pesquisar muito para fugir das chamadas seguradoras piratas. “Uma pessoa leiga no assunto pode ser influenciada a fechar contratos que, no fim, vão apenas retirar o seu dinheiro e nunca o devolver”.

Utida cita o exemplo de uma família que ficou sem receber o seguro por um descuido na hora de fechar o negócio. “A pessoa tinha uma doença pré-existente que a deixou inválida. Porém, na hora de fechar o contrato com a seguradora, isto não foi questionado e, um ano depois, após a morte do segurado, a família tentou receber a indenização, mas foi negada sob o apontamento de que a doença não havia sido informada”.

As seguradoras são protegidas pela lei em casos como estes. O segurado perde o direito à garantia caso sofra algum agravamento decorrente de doença que não foi anteriormente comunicada. Para evitar prejuízos, é preciso pesquisar e conhecer as opções que o mercado oferece, até encontrar a que melhor se encaixe nas necessidades de cada um. Além disso, o cliente deve ser totalmente transparente quanto aos seus dados e informações, para evitar surpresas no futuro.

Sem proteção

Uma modalidade que costuma causar problemas é a empresarial, mantida com a ideia de fornecer segurança aos funcionários, mas no fim pode não apresentar proteção nenhuma. “Muitas empresas não permitem o acesso às apólices, então o trabalhador sequer sabe sobre o que ele realmente está segurado”, afirma o especialista.

O gestor de riscos financeiros diz que estes seguros muitas vezes cobrem doenças e casos de invalidez, mas quando a pessoa desenvolve lesões ou doenças ocupacionais (a que é gerada devido às condições de trabalho), ela não está assegurada. 

Até mesmo nos casos de afastamento por invalidez, os seguros empresariais não fornecem retornos tão bons quanto aparentam. “Ver que você vai receber 20 vezes o seu salário impressiona, de início, mas a verdade é que se você está incapacitado, doente, sem conseguir trabalhar em definitivo, este valor vai te proteger por cerca de um ano e meio, após isso não se tem mais nada”, alerta Utida.


Orientações

Para evitar aborrecimentos e descobrir a forma de proteção do seguro empresarial, o especialista aconselha o funcionário a pedir a apólice para descobrir as proteções e as garantias. 

Consultar a reputação da seguradora também é um passo importante, afirma Yuri. “Pesquise sobre a empresa em que você está fazendo o seguro, confira a reputação dela no Reclame Aqui (site brasileiro de reclamações contra empresas sobre atendimento, compra, venda, produtos e serviços) e verifique se a companhia tem registro na Superintendência de Seguros Privados (Susep). Seguradoras que, por mais que tenham muitas reclamações, tenham também alta taxa de respostas e de soluções demonstram preocupação em prestar um bom serviço e não deixar o cliente desamparado”.

Utida recorda que, caso a pessoa não se sinta segura para escolher uma opção sozinha, há profissionais qualificados e imparciais que podem ajudar. “Eles vão compreender a sua situação financeira, os seus riscos, e então te fornecerão os seguros que melhor se encaixem na sua realidade”, conclui.