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Blog da Rose

Wandão abre alas para Magalhães Teixeira na disputa pela vaga de candidato do PSB à Prefeitura de Campinas

PSB tem três pré-candidatos a prefeito

Zezé de Lima , Blog da Rose

19h27 - 17/03/2020

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O PSB, partido do atual prefeito de Campinas, Jonas Donizette, está pegando fogo por causa da disputa interna sobre qual será o nome que representará a legenda nas eleições que definirá o próximo ocupante do 4º andar. No entanto, o secretário de Relações Institucionais da Prefeitura de Campinas, Wanderlei de Almeida, que é também presidente do PSB na cidade, hoje saiu pela tangente, dizendo que entre os três postulantes ao posto de candidato nas eleições municipais de outubro – ele próprio, o vice-prefeito Henrique Magalhães Teixeira e o deputado estadual Rafa Zimbaldi -, o segundo tem prioridade, pois já ocupou o posto de chefe do Executivo em algumas ocasiões e não deixou sequer que a cidade sentisse falta do titular Jonas Donizette.

A opinião do secretário foi compartilhada nessa terça-feira (17/03) com ouvintes e telespectadores do programa Bastidores do Poder, que vai ao ar na Rádio Bandeirantes de Campinas, das 13h às 14h, e na TV Band Mais, das 13h30 às 14h. Wandão, como é conhecido o secretário, foi o convidado do programa que vem, desde a última semana, entrevistando os pré-candidatos à corrida eleitoral.

Para quem acompanha os bastidores da política em Campinas, a colocação de Wandão destoou, já que está claro que a disputa será entre ele e Zimbaldi, hoje desafeto do prefeito. Não se sabe exatamente o porquê da ruptura e nem Wandão quis explicar, dizendo que, diferentemente do que se apregoa desde quando o deputado deixou o PP para ir para o PSB, isso quando Zimbaldi era presidente da Câmara, nunca houve qualquer promessa de que ele seria o candidato a prefeito.

Wandão sequer reconhece que Zimbaldi, enquanto chefe do Legislativo, foi um aliado fiel ao prefeito. “Ele foi só um voto”, disse, como se o deputado, que tinha o poder de definir a pauta do Legislativo, nunca tivesse se exposto para garantir votações de agendas impopulares do Executivo, por meio de manobras muito criticadas. Uma delas foi o reajuste da planta de valores dos imóveis de Campinas em sessões matutinas, sem qualquer publicidade. Numa tacada só, o aumento foi de 50% em três anos.

E ainda não há candidato, segundo o secretário. Os três postulantes, de acordo com ele, terão de convencer o partido por meio de um debate interno. O que Wandão assegura é que não ganhará a vaga aquele que ignorar e escamotear o governo Jonas. O candidato terá de se comprometer com um governo de continuidade e Zimbaldi, segundo o secretário, terá de convencer o partido de que assumirá esse compromisso.

Wandão acredita que defender o governo não será problema, pois há realizações em todas as áreas. Ele não crê em grande erros cometidos pelas gestões de Jonas, embora as dificuldades tenham aparecido ano a ano. Ele enumera as manifestações de 2013 e 2014, a crise hídrica, a crise financeira e a cassação da presidente Dilma Roussef. E defende o aumento da carga tributária. Diz que se o ajuste não tivesse sido feito, a cidade estaria quebrada, porque apenas com os aposentados o gasto o ano passado foi de R$ 600 milhões. Perguntado se, com base nesse rombo, a prefeitura não teria de ter mandado um projeto de reforma da Previdência para a Câmara, Wandão disse que o governo teve de esperar a União, se esquecendo de que cada ente federativo tem o poder de cuidar da sua previdência.



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